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Teste demonstra que filtragem de P2P não funciona Publicado 8 Abr 08

Embora a indústria de entretenimento tente impingir aos ISPs de todo o mundo os filtros que impeçam a partilha ilegal de conteúdos protegidos por direitos de autor via P2P como a solução ideal para os problemas de ambos (”pirataria” de um lado e redução das despesas em largura de banda do outro), o que é verdade é que a eficácia dessas tecnologias deixa ainda muito a desejar.

Tanto é assim que um teste dos equipamentos de filtragem de P2P realizado pela publicação online Internet Evolution em conjunto com o Sindicato Nacional de Edição Fonográfica (SNEP), uma das organizações francesas que defende os interesses da indústria discográfica, apenas contou com a participação de cinco das 28 empresas responsáveis por essas soluções inicialmente contactadas pela organização.

Para cúmulo, três destas cinco recusaram-se a permitir a divulgação dos resultados. Que outra coisa quer isto dizer senão que a eficácia destas tecnologias é tão fraca que nem os seus fabricantes se atrevem a colocá-las à prova de um painel independente?

As únicas duas companhias que aceitaram foram a norte-americana Arbor/Ellacoya e a alemã Ipoque. O que talvez não seja mera coincidência, se tivermos em conta que os resultados do desempenho dos equipamentos desses fabricantes foram os únicos que conseguiram detectar e controlar o tráfego relativo à maioria do tráfego de P2P, atingindo taxas de detecção em tráfego não encriptado quase sempre superiores a 80 por cento. Já no que se refere ao tráfego encriptado, as coisas não correram tão bem.

Contudo, o principal ponto fraco deste estudo é, como refere o DSL Reports, o facto de não haver qualquer esforço no sentido de diferenciar entre transferências de P2P de conteúdos ilegais e legais. Afinal de contas, esta é que é a principal questão. Os protocolos de P2P como o BitTorrent têm muitas utilizações legais (exemplo: distribuição de música livre por netlabels ou de software livre) e não se pode pura e simplesmente bloquear um protocolo apenas porque ele é usado para fins ilegais. Este comportamento é perfeitamente ilógico e irracional. Na prática, é o mesmo que bloquear as ligações telefónicas apenas porque alguns clientes utilizam os seus telefones para combinar assaltos e sequestros.

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Algumas respostas a “Teste demonstra que filtragem de P2P não funciona” :

  1. [...] de tráfego do tipo Deep Packet Inspection (DPI) - cuja eficácia em termos de tráfego encriptado deixa algo a desejar -, eles optaram por analisar apenas três propriedades dos pacotes: tamanho, intervalo de chegada e [...]

    Comentário de Traffic shaping de P2P encriptado via SSH a caminho | Remixtures em 3 Jul 08 16:17.
  2. [...] de conteúdos se sintam pelo menos tentadas a colocar as suas soluções à prova. Em Abril, dei aqui conta de um estudo bastante semelhante realizado pela publicação online Internet Evolution e [...]

    Comentário de Filtros não conseguem identificar conteúdos ilegais em redes de P2P | Remixtures em 5 Ago 08 21:32.
  3. [...] a detectar todos os conteúdos ilegais que passam pela rede da Virgin. A verdade é que todos os estudos realizados até agora demonstram que as tecnologias de filtragem de conteúdos não conseguem [...]

    Comentário de Tarifa plana para legalizar downloads via P2P em 2009? | Remixtures em 15 Ago 08 19:14.
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