Ás vezes – só às vezes… – , a imprensa tradicional também se engana. Este parece ter sido justamente o caso com o britânico Daily Telegraph que publicou no final do mês passado uma peça em que dava a entender que a Virgin Media tinha estabelecido um acordo com a BPI, a associação da indústria discográfica britânica, no âmbito do qual estavam a preparar um projecto-piloto a lançar dentro de meses de modo a cortar a ligação à Internet dos internautas que fossem apanhados três vezes a descarregar músicas protegidas por direitos de autor.
Mas parece que a jornalista Juliette Garside, a autora da peça em questão, se precipitou porque tanto a Virgin Media como a BPI já vieram a público desmentir a estória de a resposta gradual estava para breve. Logo no dia 1 de Abril, esta última apressou-se rapidamente a negar a existência de qualquer acordo com o ISP num comunicado oficial. “Infelizmente, não é simplesmente verdade que tenhamos concordado num teste piloto – ou em qualquer outro tipo de acordo – com a Virgin Media, embora continuemos a trabalhar nesse sentido”, referiu Geoff Taylor, o director executivo da BPI.
Por seu lado, a Virgin Media também negou que tenha chegado a acordo com a indústria discográfica, embora esclareça que já discutiu o assunto com a BPI. Segundo o ISP, a medida proposta era demasiado draconiana, levantava objecções de ordem jurídica e relativa à privacidade dos seus clientes e seria demasiado dispendiosa.
O que é facto é que apesar de ambas as partes terem desmentido o rumor, as duas deram a indicar que o assunto se encontra actualmente a ser negociado e com a pressão do governo britânico junto dos ISPs para que estes cheguem a uma solução até Abril de 2009, não estranha se as coisas vierem de facto a avançar tal como se especulava antes do prazo-limite ser atingido.
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