We7 em maré de licenciamentos

by Miguel Caetano on 28 de Abril de 2008

We7Apesar do We7 ter catálogo relativamente diminuto e composto maioritariamente por artistas sem contrato, o site britânico de música grátis com publicidade fundado por Peter Gabriel há cerca de um ano atrás não pára de lançar novidades cá para fora. No início do ano, a empresa conseguiu um financiamento no valor de seis milhões de dólares.

Um mês e meio depois, anunciou o seu primeiro acordo com uma das quatro grandes editoras discográficas, a Sony BMG. Na semana passada, divulgou mais uma série de acordos de licenciamento com três das maiores distribuidoras digitais: IRIS, InGrooves e BFM Digital.

Nos termos do acordo com a Sony BMG, a We7 acaba de anunciar que irá oferecer o streaming gratuito de 500 mil músicas daquela major. Óptimo! Mas existe um senão: apenas os utilizadores residentes no Reino Unido poderão ouvir os temas – e notem que não estamos a falar em descarregamentos mas sim na possibilidade de escutar as músicas. Para os executivos da Sony BMG isso não importa. Os internautas que quiserem ficar com uma cópia da música terão que pagar. Como se isso não fosse suficiente, as músicas a reproduzir incluem um anúncio com a duração de 10 segundos no seu início.

No entanto, a maioria dos títulos disponibilizados pelo We7 podem ser descarregados em formato MP3. O grande inconveniente é que, tal como no caso das músicas para streaming – estas faixas incluem um anúncio publicitário áudio. Quatro semanas depois de as descarregarmos, podemos escolher 20 dessas faixas para remover gratuitamente os anúncios. Quem quiser retirar a publicidade de outros ficheiros terá que pagar 20 pences (cerca de 30 cêntimos) por cada faixa adicional.

A intenção do We7 é boa – recompensar os artistas e as editoras -, mas ao anexar anúncios áudio ao início das músicas, o serviço retira grande parte do seu potencial de interesse para muitos fãs de música em comparação com as ofertas de música grátis da Last.fm, por exemplo, dado que aí os anúncios são afixados no próprio site, sendo por isso mesmo menos intrusivos.

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29 de Abril de 2008 ás 1:13
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15 de Agosto de 2008 ás 20:53
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2 de Setembro de 2008 ás 22:57

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1 Antonio Fernandes 29 de Abril de 2008 ás 13:33

Boas Miguel! Mais uma vez as companhias mostram como se perde o focus. Nem de graca eu estaria interessado neste servico..

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