
Apesar de todas as vantagens que o protocolo de P2P BitTorrent oferece, ele tem um grande “calcanhar de aquiles” que reside no facto de obrigar a recorrer a um site especializado que pode funcionar como indexador ou tracker para encontrar e descarregar os conteúdos que se pretende. Não surpreende por isso que cada vez que um desses grandes sites encerra por suposta violação de direitos de autor surja logo quem coloque em dúvida a sustentabilidade da rede.
Isto tem sido assim desde há quase cinco anos a esta parte. Eu próprio levantei esta questão num post datado de 19 de Julho de 2003 no extinto UpGrade a propósito do encerramento do site torrentse.cx, o primeiro a fechar devido a pressões legais por parte dos detentores de direitos.
Estamos no final de Maio de 2008 e a questão volta outra vez a colocar-se a propósito do processo instaurado ao Mininova pela BREIN, a organização holandesa de combate à pirataria, de forma a obrigar o maior site de torrents do mundo a filtrar os conteúdos ilegais. Enquanto isso, o Pirate Bay continua a braços com uma série de processos por parte de detentores de direitos de autor norte-americanos e suecos. No caso da “Baía dos Piratas”, o problema ainda é mais grave porque os administradores do site possuem um tracker próprio – o maior do mundo – que é empregue para coordenar o upload e download entre os utilizadores. Os trackers constituem os nós centrais de que todo o ecossistema da rede BitTorrent depende.
De forma a solucionar este problema da centralização inerente a este protocolo de P2P, um grupo de investigadores da Universidade de Cornell desenvolveu uma extensão ou plugin para o Azureus chamada Cubit (via NewTeeVee) que faz com que seja possível pesquisar por ficheiros torrents de um modo descentralizado a partir daquele software-cliente de BitTorrent. O objectivo é permitir que seja possível continuar a encontrar os ficheiros que pretendemos mesmo no caso dos maiores sites irem ao fundo. De certa forma, o Cubit apresenta algumas semelhanças com a rede distribuída Kademlia do eMule*.
A diferença é que esta última utiliza um sistema exacto de pesquisa, ao passo que o Cubit emprega um modelo aproximado. Teoricamente, isto permitiria obter resultados relativos ao termos pesquisado – seja ele um filme, disco ou série de televisão -, no caso de nos enganarmos no nome em questão. O problema é que na prática os resultados devolvidos pelo Cubit deixam muito a desejar. Seja como for, o projecto está no caminho certo. O que é preciso é afinar o algoritmo de raiz…
* Outro sistema de pesquisa bastante semelhante é o da rede Gnutella, usado no Limewire.
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O teu blog às vezes é um verdadeiro oásis! Tenho um bom lugar para isto!
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Obrigado pela parte que me toca