Um dos serviços de música online que eu mais gosto é o francês Deezer, na medida em que permite ouvir via streaming álbuns completos de inúmeros artistas independentes. É certo que o design do interface e a qualidade áudio das músicas poderia ser melhor mas mesmo assim é bastante bom. O problema é que o site foi lançado sem obter junto das editoras discográficas as licenças necessárias para funcionar legalmente e ter o direito de difundir as suas músicas.
Isso foi o suficiente para que a Universal Music Group, a maior das quatro grandes etiquetas, ameaçasse a empresa com uma acção judicial se todos os títulos pertencentes ao seu catálogo não fossem removidos da plataforma. As duas entidades encontravam-se naquela altura a negociar um acordo mas com isto, tudo ficou em águas de bacalhau. Antes disso, o Deezer já tinha assinado com a SACEM, uma sociedade francesa que cobra direitos de autor em nome dos compositores e autores.
Em Outubro passado, seguiu-se a Sony BMG. Ontem, o Borey Sok do Musique 2.0 chamou-me a atenção para uma peça do TechCrunch francês que o Deezer anunciou um acordo com a Universal Music (válido para 35 países, de acordo com a France Press). Os utilizadores passam assim a ter o acesso gratuito e legal a mais um milhão de faixas. Os termos financeiros do negócio e a sua duração não foram divulgados. Actualmente, o Deezer conta com mais de 2,5 milhões de faixas e um milhão de visitantes por dia.
Agora só falta mesmo a EMI e a Warner Music assinarem e que a qualidade áudio dos MP3 passe dos actuais 128 Kbps para algo mais “aceitável”. Quem quiser um som de melhor qualidade pode sempre visitar o Jiwa.fm ou o Grooveshark Lite.
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