Apesar dos mais de 180 mil membros registados no OiNK – um tracker privado de BitTorrent especializado em música que foi fechado a 23 de Outubro do ano passado pelas autoridades britânicas e holandesas – , terem encontrado rapidamente alternativas ao “palácio rosa” após o como o What.cd e o Waffles.fm, muitos continuam ainda à espera que o Oink regresse ao activo. Mas esse dia poderá estar mais longe do que eles imaginam.
Isto porque a data da fiança de Alan Ellis, o administrador do OiNK, foi novamente adiada. Com esta já são três as vezes que a polícia de Cleveland adia o anúncio das acusações oficiais a apresentar em julgamento. A primeira vez foi em Dezembro de 2007. Devido à falta de provas, as autoridades britânicas tiveram que atrasar tudo para dois meses mais tarde. Nessa ocasião, tiveram mesmo a “gentileza” de entregar os servidores em que o tracker se encontrava alojado. Vá-se lá saber porquê e com que legitimidade, os discos rígidos vieram completamente vazios…
Mas esse prazo também não foi suficiente, pois no início de Fevereiro surgiu a notícia de um novo adiamento, desta vez para 6 de Maio. Porém, não foi preciso esperar por esse dia para que fosse marcada uma nova data, agora para 1 de Julho. Enquanto isto, contínuamos todos sem saber quais foram de facto as ilegalidades que Alan Ellis e a sua pandilha de “malfeitores” cometeram para justificar uma operação com tanto aparato policial como a de 23 de Outubro passado que chegou mesmo a meter câmeras de televisão ao barulho.
A desinformação por parte da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI) foi tão grosseira que Jeremy Banks, o responsável pela unidade de anti-pirataria na Internet daquela associação chegou mesmo a acusar implicitamente Ellis e os outros administradores do OiNK de ganharem balúrdios de dinheiro por permitirem o acesso dos membros do site a discos que ainda não tinham sido lançados comercialmente:
Isto não era um caso de amigos que partilhavam música por prazer. Tratava-se de uma rede internacional que tinha acesso a música cujos direitos não lhe pertenciam e que a publicava online.
Afinal, parece que até mesmo a polícia britânica descobriu que não é bem assim e que o OiNK era totalmente gratuito. Pois se até Trent Reznor, o frontman dos Nine Inch Nails, confessou posteriormente ser um utilizador do site!: “Se o OiNK custasse alguma coisa, eu de certeza que teria pago mas não existe um equivalente disso no espaço de comércio a retalho actualmente.”
Nota: a imagem que acompanha este artigo está disponível aqui segundo uma licença CC-BY-NC 2.0 e pertence a karenkuo.
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