
Se as grandes editoras discográficas não avançam com os seus planos para uma tarifa plana, porque haverão as empresas com modelos de negócio abertos hesitar em tomar a dianteira? 18 dólares por mês (cerca de 12 euros) é a quantia que John Buckman, o patrão da Magnatune, está a pedir a quem quiser descarregar os mais de 600 álbuns pertencentes ao catálogo da editora online de música livre – exclusivamente publicada segundo licenças Creative Commons – mas com fins comerciais que divide todas as receitas obtidas com as vendas a meias com os artistas.
Os assinantes terão a possibilidade de escolher entre uma série de formatos áudio, desde MP3 VBR a WAV (qualidade de CD), passando por FLAC, OggVorbis e AAC – todos sem qualquer tipo de protecção anti-cópia. Os álbuns incluem ainda um PDF com a capa e imagens artísticas do disco. Para além da assinatura mensal, existe também uma subscrição vitalícia que custa 294 dólares (190 euros) que, se em termos puramente económicos, não faz muito sentido é sempre uma boa forma de ajudarem aqueles artistas que apreciam. Se quiserem saber mais pormenores, podem consultar a secção de perguntas mais frequentes.
Outra oferta recentemente introduzida pela Magnatune que me parece bem menos vantajosa é a assinatura que permite escutar via streaming todas as músicas do catálogo da editora mediante o pagamento de nove dólares mensais (cerca de seis euros). Isto porque já é actualmente possível fazer streaming de todas as músicas disponibilizadas pela Magnatune. As únicas vantagens que esta modalidade oferece são uma qualidade áudio superior à oferecida quando se ouve as músicas partir do site ou através de leitores de música como o Amarok e o Rhythmbox (160 Kbps contra 128 Kbps) e o facto das faixas não incorporarem qualquer tipo de mensagem promocional no final.
Aliás, a julgar pelos dados preliminares divulgados por Buckman no seu blog, parece que a maioria dos utilizadores também comungam dessa opinião: “nas primeiras 12 horas após termos anunciado a modalidade de assinatura na nossa newsletter, 15 pessoas subscreverem a oferta de downloads (…) e uma subscreveu a oferta de streaming por um prazo de 3 meses (27 dólares).”
O empresário refere que está a pensar acrescentar um segundo spot promocional com a duração de 30 segundos a todas as faixas nº 3 de cada álbum, de forma a convencer as pessoas a optarem pela modalidade de streaming. Mas será isto uma boa solução? Não me parece. Para falar sinceramente, acho que não faz sentido cobrar seis euros por mês para poder ouvir centenas de álbuns quando serviços de música a pedido como o Deezer e o Jiwa fazem exactamente isso sem pedir nada em troca. A questão é que, segundo Buckman, actualmente apenas 1 em cada 300 pessoas que visitam o site da Magnatune acabam por comprar algo, ao passo que no início era de 1 em cada 32 pessoas. Alguém falou em publicidade?
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