Manifesto de indies britânicas apoia licença global Publicado 12 Mai 08

As editoras discográficas independentes não querem definitivamente ser deixadas de fora dos debates em torno do futuro do negócio da música e da propriedade intelectual. Recentemente falei aqui da Merlin, uma aliança de mais 12 mil indies de todo o mundo que pretende constituir uma força comum em nome das pequenas capaz de negociar ombro-a-ombro como uma das majors com os distribuidores de conteúdos.
No final da semana passada, a Associação para a Música Independente (AIM), uma organização não-lucrativa que representa os interesses das indies britânicas, bem como 25 por cento de todo o mercado discográfico do Reino Unido, publicou um manifesto de 24 páginas sobre o Copyright na Era Digital onde faz uma série de recomendações de reforma da legislação sobre copyright ao governo no sentido de recompensar os criadores e outros detentores de direitos em resultado da facilidade de cópia e partilha de música que a tecnologia digital e a Internet oferecem aos consumidores que acabam por beneficiar indirectamente as empresas que comercializam essa tecnologia como os ISPs e os fabricantes de hardware.
Em particular, elas sugerem a implementação de uma licença voluntária global de “Reconhecimento de Valor” que legitimize o acesso aos conteúdos protegidos pelos direitos de autor por parte dos consumidores de forma a que estes não corram o risco de serem legalmente perseguidos e que as indústrias de conteúdos sejam devidamente recompensadas. A proposta da AIM é bastante sensata na medida em que algumas das sugestões apresentadas parecem ir de encontro a um modelo de uma licença voluntária em que o utilizador tem a possibilidade de subscrever um serviço extra ao seu ISP ou de pagar uma quantia adicional aquando da comprar de um telemóvel ou de um leitor de MP3.
No entanto, e como o Hypebot aponta, é um pouco decepcionante que o documento não apresente quaisquer soluções específicas. Neste sentido, as indies revelam um comportamento bastante semelhante às majors. Apesar da polémica gerada pelo plano que a Warner Music Group encomendou a Jim Griffin, continuamos até agora sem saber os detalhes específicos.
Em contrapartida, a AIM tem o bom-senso de admitir que “todas as medidas técnicas de controlo anti-cópia (DRM, Rootkit, etc.) aplicadas provocaram dificuldades operacionais e fomentaram o ressentimento dos consumidores”. Por outro lado, a organização criticou a posição do governo de não pretender taxar hardware digital como leitores de MP3 e suportes de gravação de dados como gravadores de CDs e DVDs em troca da legalização da cópia da música adquirida legalmente pelos consumidores para um computador ou iPod: “O consumidor típico irá pressumir que lhe é dado o direito de copiar tudo o que ele quiser a partir de e para qualquer formato e para qualquer pessoa.” Esta crítica foi também exposta no mês passado pela Music Business Group - uma organização da qual a AIM faz parte.
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Manifesto de indies britânicas apoia licença global…
As editoras discográficas independentes não querem definitivamente ser deixadas de fora dos debates em torno do futuro do negócio da música e da propriedade intelectual….
Comentário de diga cultura em 12 Mai 08 17:35.