Enquanto uns sites de BitTorrent fecham, outros somem e seguem, a ponto do afluxo de tráfego às suas páginas provocar o seu congestionamento. Estou a falar do Mininova, que no princípio desta semana esteve inacessível durante 12 horas devido a problemas com o hardware. A crescente popularidade do Mininova fica aliás bem patente quando analisamos os dados recentemente divulgados pelo Torrent Freak que indicam que o Mininova cresceu mais de 100 por cento ao longo do último ano:
Março de 2007
57.605.816 visitas
261.460.196 visualizações de páginas
Março de 2008
109.304.822 visitas
530.181.594 visualizações de páginas
De referir ainda, que os internautas que vão parar ao site do Mininova são originárias das mais diversas partes do mundo, desde o Vaticano (63 visitas) à Antártica (12 visitas). No entanto, a grande maioria dos visitantes encontra-se localizada nos Estados Unidos, vindo em seguida o Reino Unido, França, Canadá e Austrália.
Apesar de outros sites de BitTorrent terem também registado um aumento do número de visitantes – talvez devido à crescente popularidade do protocolo de P2P – a verdade é que para além do Pirate Bay, poucos chegam aos calcanhares do Mininova. Neste momento, o indexador de ficheiros torrent é o 52º segundo site mais visitado do mundo de acordo com o Alexa. Até ao momento, já foram descarregados mais de cinco mil milhões de torrents do Mininova.
Segundo Niek, um dos fundadores do site, afirmou ao Torrent Freak, o objectivo da equipa por detrás do Mininova é fazer para o BitTorrent e o P2P aquilo que o Google fez para a Web, isto é, fomentar a massificação da tecnologia. Esperemos que eles o consigam fazer e que o BitTorrent passe a ser visto como uma excelente plataforma para distribuição de conteúdos – independentemente de serem legais ou ilegais -, exactamente como a Web é hoje em dia.
Se a Web permite o acesso a pornografia infantil, ela também possibilita que milhões de pessoas realizem diversas operações bancárias, leiam notícias, consultem as condições meterológicas ou comuniquem entre si em fóruns. Tal como o BitTorrent dá-nos a hipótese de “sacar” um filme que ainda não estreou nas salas de cinema, ele também nos oferece a possibilidade de descarregar a mais recente versão do Ubuntu 8.04 Hardy, um sistema operativo totalmente livre e grátis. Acredito que tal como aconteceu com a WWW, ainda assistiremos ao dia em que a maioria dos governos e grandes empresas do mundo aceitem a existência do P2P e deixem de tentar bloquear ou ilegalizar uma tecnologia apenas por causa dos seus usos potencialmente ilegais.
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