
Os boatos de que o conglomerado multimédia alemão Bertelsmann se pretende desfazer da sua participação de 50 por cento na Sony BMG começaram a circular no início de Março. De então para cá, as coisas adormeceram. A 2 de Junho surgiu um artigo no respeitado New York Times que revelou que a transnacional alemã se preparava para intensificar as negociações com a japonesa Sony, a sua sócia na joint-venture criada em 2004.
Na segunda-feira, dia 9, o rumor foi repescado pelo jornal alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung que não acrescentou nada em concreto. Depois de tanta especulação, soube-se ontem finalmente através do Financial Times alemão que a Bertelsmann está disposta a aceitar um máximo de 1,5 mil milhões de dólares (cerca de 970 milhões de euros), sendo de esperar que um negócio seja concluído nas próximas quatro a seis semanas.
No entanto, o grupo alemão poderá apenas ficar com 1,2 a 1,3 mil milhões de dólares (800 a 840 milhões de euros). De acordo com o jornal, as negociações encontram-se já numa fase avançada. Na altura da fusão entre a Sony Music e a BMG, o acordo entre a Sony e a Bertelsmann previa que ambas as partes pudessem adquirir a participação da outra até ao final de Agosto de 2009.
A ilação a tirar desta história é que apesar da enorme descida das vendas dos CDs físicos não ter de todo sido compensada pelo crescimento das receitas digitais, uma companhia discográfica ainda continua a valer muito dinheiro: qualquer coisa como dois mil milhões de euros. Mas então afinal sempre é verdade que a partilha de ficheiros e o P2P estão a matar o negócio da venda de música?
Nota: a imagem que acompanha este artigo está disponível aqui segundo uma licença CC-BY-NC-ND 2.0 e pertence a wallyg.
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