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Deezer: streaming de música não rende dinheiro com publicidade Publicado 25 Jun 08

Deezer

As dúvidas sobre a viabilidade financeira dos serviços de música grátis a pedido financiados por publicidade começam a ser mais do que muitas. Na Europa, um dos sites mais populares nesse mercado é o francês Deezer. Em Agosto do ano passado, os responsáveis por essa plataforma online assinaram um acordo com a SACEM, uma sociedade de cobrança de direitos de autor. Mais recentemente, seguiu-se outro grande acordo, desta vez com a Universal Music. Deste modo, o site conseguiu aumentar o seu catálogo de músicas para uns actuais 2,5 milhões.

Com tanta oferta de música, não admira que o tráfego do site não pare de crescer. Segundo o Alexa, o Deezer é neste momento o 45º site mais visitado na França e o 904º de todo o mundo. Acontece que ele não dá dinheiro e a SACEM está a começar a ficar irritada. De acordo com o Electron Libre, a sociedade de cobrança de direitos de autor recebeu 70 mil euros em receitas publicitárias geradas pelo Deezer nos primeiros seis meses do ano. O resultado é que os detentores de direitos acabaram por ficar apenas com uns míseros cêntimos.

Tendo em conta que a SACEM tem direito a receber oito por cento das receitas publicitárias do Deezer, pode-se concluir que o montante total de receitas do site foi de 875 mil euros, o que é manifestamente pouco para um site que disponibiliza milhões de faixas.

Estes números confirmam aquilo que muita gente já suspeitava: é muito difícil para um site que oferece streaming grátis de música e que depende exclusivamente da publicidade gerar dinheiro suficiente de modo a recompensar condignamente os criadores. Isso coloca mais uma vez em cima da mesa a questão de uma licença global que legalize a partilha de ficheiros e o download de MP3 em troca do pagamento de uma tarifa plana mensal.

Até porque a SACEM não tem grande alternativa: apesar das suas receitas terem subido 0,4 por cento em 2007 (dos 756 para os 759 milhões de euros), esse crescimento foi inferior à inflação registada em França no ano passado (2,5%). A história é a mesma de sempre em todo o lado : a subida das vendas de música digital que actualmente se situam nos 10 milhões de euros - não compensam a quebra continuada nas vendas físicas de discos e vídeos musicais: 7,7 por cento (119 milhões de euros).

Mais uma vez, os concertos são o único motivo de regozijo, tendo as receitas geradas por este sector aumentado 8,7 por cento para os 62,8 milhões de euros. Mas o pior para a SACEM é que o início de 2008 registou uma descida ainda maior das receitas do que a verificada no ano anterior, cerca de cinco por cento. Hajam concertos! Depois, basta rezar para que a gasolina não aumente ainda mais…

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Algumas respostas a “Deezer: streaming de música não rende dinheiro com publicidade” :

  1. Juro que não estou a fazer de propósito, mas também há algo neste artigo que não concordo:

    “Estes números confirmam aquilo que muita gente já suspeitava: é muito difícil para um site que oferece streaming grátis de música e que depende exclusivamente da publicidade gerar dinheiro suficiente de modo a recompensar condignamente os criadores.”

    Não me parece que este números sejam maus nem que não recompensem condignamente os criadores. Os criadores têm hoje duas hipóteses: disponibilizar a sua música (pelo menos) para streaming, benificiando da exposição que isso lhes dará, ou não o fazerem e cair no esquecimento. Se serviços como o Deezer lhes permite monetizar de mais uma forma a música disponibilizada para streaming melhor - é só vantagens. Entre não receber nada e receber algum, receber algum é sempre melhor. Se o artista quer ter mais remuneração que isso, então que use, paralelamente, os outros modelos de negócio (velhos ou novos), tais como a venda de discos ou actuando ao vivo. Mas isso sempre foi assim e não deixa de o ser. Lucrar directamente, mesmo que pouco, com streaming, é uma fonte de revenue nova, e é bom. Pode ser menor que as espectativas, mas é sempre melhor de que perder mais essa fonte de rendimento.

    Comentário de Mind Booster Noori em 25 Jun 08 13:11.
  2. Lucrar directamente, mesmo que pouco, com streaming, é uma fonte de revenue nova, e é bom. Pode ser menor que as espectativas, mas é sempre melhor de que perder mais essa fonte de rendimento.
    A questão é que a licença global permitiria distribuir um bolo muito maior aos artistas do que o streaming de música. O montante total das receitas seria muito maior… As editoras não percebem isso e por isso vão continuar a perder dinheiro.

    Comentário de Miguel Caetano em 25 Jun 08 14:45.
  3. Deezer: streaming de música não rende dinheiro com publicidade…

    As dúvidas sobre a viabilidade financeira dos serviços de música grátis a pedido financiados por publicidade começam a ser mais do que muitas….

    Comentário de diga cultura em 25 Jun 08 19:43.
  4. [...] em conta que o modelo económico da música financiada por publicidade não se tem revelado lá muito lucrativo para o Deezer, é fácil de adivinhar que os responsáveis pelo site tiveram que conceder também [...]

    Comentário de Deezer dá o "nó" com a Warner e lança despertador | Remixtures em 11 Set 08 15:06.
  5. [...] monetárias directas provenientes dos anúncios, o streaming de música financiado por publicidade está muito aquém de constituir uma mina de ouro, o que é facto é que este tipo de serviços contribuem definitivamente para levar os fãs de [...]

    Comentário de Deezer: streaming de música grátis a pedido faz aumentar vendas | Remixtures em 7 Out 08 23:35.
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