Quem diria que até os próprios os melómanos que gastam milhares de euros em equipamento de alta fidelidade topo de gama já começaram a abandonar o CD? A avaliar pelos dados de um inquérito da edição online da revista Stereophile de 6 de Julho aos seus leitores, a maioria já não dá assim tanta importância ao objecto físico e tangível da música tendo optado em seu lugar por formatos imateriais sem perda de compressão. A questão colocada foi “Qual é o seu principal suporte digital?” e as respostas distribuíram-se desta forma:
- leitor de CDs: 34%
- Leitor de Super Audio CDs (SACDs) ou DVDs-Audio: 11%
- iPod: 4%
- Servidor de música (ligado a um computador): 36%
- Servidor de música (dedicado: Sooloos, Sonos, etc.): 10%
- Outro: 3%
Apesar de nos comentários se poder verificar que ainda há muitos audiófilos (amantes da alta fidelidade) que continuam agarrados ao CD, outros há que já converteram a sua discoteca pessoal para formatos lossless (compressão áudio sem perda de qualidade em relação ao formato original) como FLAC ou Apple Lossless ou mesmo o muito mais pesado WAV (sem qualquer tipo de compressão). Outros ainda estão actualmente a efectuar essa migração. Finalmente, existem também aqueles que tentam combinar os dois suportes.
No fundo, a passagem do CD consiste apenas numa evolução tecnológica sem nada de extraordinário onde as vantagens (economia de espaço e dinheiro) superam em muito as desvantagens (a sensação e a experiência sensual de pegar nas mãos as caixas dos discos e admirar em pormenor a capa e as imagens). O que acham?
(via Coolfer)
Nota: a imagem que acompanha este artigo está disponível aqui segundo uma licença CC-BY-NC-ND 2.0 e pertence a _mpd_.
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