É possível ganhar dinheiro oferecendo conteúdos de borla? Claro que sim. Aliás, já aqui expliquei como é que isso é possível recorrendo a licenças livres como as Creative Commons. Caso não estejam convencidos, a história da editora de música livre Magnatune constitui um formidável estudo de caso.
Apesar da companhia discográfica online também comercializar música directamente aos fãs de música – tendo mesmo introduzido no passado mês de Maio um serviço de subscrição mensal para downloads ilimitados que custa 18 dólares por mês (12 euros) -, a sua grande fonte de receitas consiste no licenciamento de temas para inclusão em anúncios publicitários, filmes e séries de televisão.
Mas tal como todos os projectos de conteúdos abertos que dão certo, não se pense que a Magnatune é um projecto concebido às três pancadas por ingénuos bem intencionados sem experiência anterior na área do empreendedorismo. Muito pelo contrário, a empresa foi criada em 2003 por John Buckman, na altura director-executivo da Lyris, uma empresa de software de marketing por email.
Para saberem mais sobre a história da Magnatune e quem sabe até retirar alguns ensinamentos da experiência desta editora online, aconselho-vos a verem o vídeo que acompanha este artigo e que tem a duração de dez minutos. Nele, Buckman explica em traços largos o modelo de negócio da empresa e de que forma é que ele tentou adaptá-lo à BookMooch, a sua mais recente iniciativa – lançada em Agosto de 2006. A BookMooch é uma comunidade online sem fins lucrativos destinada à troca de livros usados que empresa um sistema de pontos: os membros ganham pontos de cada vez que acrescentam livros ao seu catálogo, enviam livros a outros membros ou efectuam críticas ou comentários aos livros recebidos. Quando acumulados, esses pontos podem ser convertidos em livros obtidos de outros membros.
O vídeo é a terceira de três partes que compôem um mini-documentário sobre modelos de negócio abertos no sector da edição de música, livros e revistas realizado pelo casal britânico Frances Pinter e David Percy. A primeira parte do documentário é com o blogger britânico Tom Reynolds que faz o relato da sua experiência com uma editora de livros comercial a propósito da edição do livro Blood, Sweat & Tea segundo uma licença CC-BY-NC-SA. A segunda é com Timo Hannay, director editorial do grupo a que pertence a revista científica Nature.
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