
E para não variar, as vendas de discos nos Estados Unidos continuaram a afundar-se nos primeiros seis meses do ano. Mesmo assim, a quebra de 11 por cento verificada nos álbuns, correspondente a um total de 204,6 milhões de unidades, foi inferior à descida de 15,1 por cento registada durante o mesmo período de 2007, de acordo com os dados do painel Nielsen SoundScan revelados pela Billboard e pela Variety (via Coolfer).
Quem, contra ventos e marés, continua em alta é o velhinho vinil que cresceu 77 por cento. Pena é que em termos comparativos, as grandes rodelas pretas continuem a representar apenas uma ínfima parte do total das vendas, dado que apenas se venderam 803 mil discos em vinil. Em contrapartida, os CDs prolongaram a sua descida ao calvário com uma diminuição de 16,3 por cento nas vendas.
No que se refere às vendas de álbuns digitais, elas subiram 34 por cento, tendo-se situado nas 31,6 milhões de unidades. Actualmente, os álbuns digitais representam 15,4 por cento de todas as vendas de álbuns, o que não deixa de ser muito pouco. Aliás, as vendas de singles digitais também começam a registar os primeiros sinais de um certo abrandamento no crescimento: se no primeiro semestre de 2007 elas cresceram 49 por cento, durante os seis primeiros meses do ano esse crescimento foi de apenas 30 por cento, com 532 milhões de downloads comercializados por lojas online.
Com este cenário em que só o vinil é que sai a ganhar, não admira que as editoras independentes tenham sido as que conquistaram maior quota de mercado, tendo subido de 12,9 para 13,9 por cento. Das quatro majors, apenas a Warner Music Group conseguiu registar uma subida de 0,8 por cento (de 20 para 20,8%). Quem perdeu mais foi mesmo a EMI que desceu de 9,4 para 10,4 por cento. Tanto a Universal Music Group como a Sony BMG registaram quedas ligeiras (de 31,5 para 31,2 por cento e de 25,3 para 25 por cento, respectivamente). Depois ainda há quem diga que a Internet e as plataformas digitais são prejudiciais para as editoras mais pequenas…
Nota: a imagem que acompanha este artigo está disponível aqui segundo uma licença CC-BY-NC-ND 2.0 e pertence a B G.
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