Yahoo reembolsa clientes que compraram música com DRM

by Miguel Caetano on Julho 28, 2008

Provavelmente por causa da pressão da Electronic Frontier Foundation ou dos protestos publicados pelos blogs de tecnologia ou então devido a ambas as razões, o que é facto é que a Yahoo optou por não deixar pendurados os clientes do seu antigo serviço Yahoo Music Unlimited que fizeram a asneira de comprar música protegida com DRM.

No final da semana passada, a Yahoo enviou um email aos consumidores avisando-os de que com o fim do serviço a 30 de Setembro os servidores de emissão de licenças para escutar essas músicas noutros computadores e dispositivos para além do actual iriam também ser encerrados.

Se para os clientes do serviço de assinatura mensal não haveria à partida grande problema, uma vez que a empresa já tinha assegurado logo em Fevereiro quando anunciou o encerramento da Yahoo Music Unlimited que iria facilitar a migração para o serviço da Rhapsody da RealNetworks, a empresa veio agora dizer à Information Week que pretende reembolsar os consumidores que adquiriram ficheiros de música protegidos por DRM.  

De acordo com Carrie David, porta-voz da Yahoo, os consumidores serão “reembolsados pela quantia que pagaram pela música. Ainda não dissemos exactamente o que iremos fazer, mas pretendemos ajudar os nossos clientes.” Quem quiser, poderá em alternativa optar por receber versões das músicas que adquiriu no formato MP3 sem DRM.  

Por seu lado, os subscritores do Yahoo Music Unlimited que efectuaram a migração para o Rhapsody também irão beneficiar durante um período limitado do mesmo preço da assinatura mensal do Yahoo (8,99 dólares), como se pode ver na secção de Perguntas mais Frequentes (FAQ) que a empresa criou para responder a todas as dúvidas.  Depois desse período, terão que pagar o mesmo preço que os clientes do Rhapsody: 12,99 dólares.

Segundo dados da empresa de estudos de mercado Inside Digital Media citados pelo USA Today, por alturas do seu encerramento o serviço de subscrição do Yahoo apenas contava com 400 mil assinantes. Pelos vistos, ninguém grama mesmo a DRM – nem mesmo quando ela é impingida sob a forma de um aluguer de um número ilimitado de músicas. As pessoas querem ter as músicas e querem poder transferi-las para os seus iPods e telemóveis sem terem que recorrer a artimanhas e truques que apenas os geeks estão dispostos a recorrer. Eu acredito que os serviços de subscrição têm futuro mas única e exclusivamente no caso de permitirem o download de MP3.

Nota: a imagem que acompanha este artigo está disponível aqui segundo uma licença CC-BY 2.0 e pertence a misocrazy.

 

 

 

 

 

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