EMI abandona a Ásia

by Miguel Caetano on Agosto 5, 2008

Os rumores de que Guy Hands, o patrão da EMI, se preparava para abandonar uma série de mercados asiáticos de modo a conseguir sanear as finanças da quarta maior editora discográfica do mundo foram ontem confirmados com o anúncio oficial de que a EMI decidiu vender à chinesa Typhoon as suas participações nas joint-ventures conjuntas entre as duas companhias no território chinês (Typhoon Music na China, Gold Label Entertainment em Hong Kong e EMI Music na Formosa – Taiwan).

Segundo os termos deste acordo, a Typhoon irá não só assumir todos os contratos com artistas que estavam actualmente em vigor na região da Grande China mas também actuar como a distribuidora exclusiva de edições em formato físico do repertório internacional da EMI tanto na China como na Formosa. O grupo empresarial chinês adquire também o direito não exclusivo de distribuição de edições em suporte digital para esses países, embora a EMI continue a exercer em simultâneo essa actividade. Mesmo assim, a EMI obtém o direito de distribuir o catálogo da Typhoon nos mercados internacionais.

Os valores do negócio não foram revelados mas o blog Music 2.0 estima que o montante ande na casa das centenas de milhões de dólares de Hong Kong (sendo que 100 milhões de dólares de HK correspondem a menos de 8,3 milhões de euros). Norman Cheng, o patrão da Typhoon, já detinha 50 por cento das acções da EMI China e EMI Hong Kong mas com esta aquisição, a sua empresa adquire o controlo total das divisões de discos da major na Grande China.

O Music 2.0 adianta também que a EMI poderá já se ter desfeito dos seus interesses no Japão. É claro que não obstante estes negócios, a EMI continua dona e senhora da divisão de publishing que, como toda a gente sabe, é bastante mais lucrativa que a venda de discos, uma vez que está relacionada com a concessão de licenças de exploração de músicas para televisão, filmes e publicidade.

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