
Apesar do nome LimeWire ser ainda para muita gente sinónimo de “pirataria” devido ao popular programa de partilha de ficheiros usado para descarregar músicas e filmes através da rede de P2P Gnutella, a empresa com o mesno nome não brinca em serviço e está a dar tudo por tudo para legitimar o seu modelo de negócio através da sua loja de música online lançada em Março que vende temas em formato MP3 sem DRM com bitrate de 256 Kbps.
Ontem, a LimeWire anunciou um acordo de licenciamento com a The Orchard, uma distribuidora digital de música de artistas independentes e pequenas editoras. Isto quer dizer que dentro em breve vão estar disponíveis para compra mais 1,2 milhões de faixas na LimeWire Store, a acrescentar às 800 mil que já constavam do catálogo da loja pertencentes às distribuidoras Redeye Distribution e IRIS e à editora discográfica canadiana Nettwerk Music Group.
O modelo de funcionamento da loja da LimeWire combina a venda de downloads individuais a 99 cêntimos cada com subscrições mensais semelhantes às da eMusic. Os preços e os limites das ofertas das duas empresas são até bastante semelhantes, embora a LimeWire ofereça um tarifário básico mais barato (9,99 dólares ao mês que dá direito a descarregar 25 músicas) do que o da eMusic (11,95 dólares para descarregar 30 músicas). Quanto ao resto, ambas oferecem pacotes de 50 músicas por 14,99 dólares e de 75 temas por 19,99 dólares. No entanto, convém notar que os utilizadores não residentes nos EUA não podem fazer compras na LimeWire ao passo que na eMusic isso já não é assim.
Uma das metas a médio prazo da LimeWire consiste integrar links para adquirir a “versão legal” do álbum que procurámos nos resultados das pesquisas realizadas a partir do seu programa de P2P. É claro que eles podem sempre optar por descarregar a versão grátis que encontraram através da rede Gnutella mas a empresa espera converter um número suficientemente grande de “partilhadores” em clientes pagantes. Será que vai dar resultado?
Se a LimeWire conseguir demonstrar que o P2P sempre serve para aumentar as vendas de música e, consequentemente, recompensar os artistas, talvez as grandes editoras que instauraram o processo jurídico actualmente ainda em curso contra a empresa possam mudar de ideias e licenciar os seus catálogos para inclusão na loja. Dream On!
(via Digital Music News)
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