Loja de MP3 da LimeWire cresce graças a acordo com The Orchard

by Miguel Caetano on Agosto 27, 2008

Apesar do nome LimeWire ser ainda para muita gente sinónimo de “pirataria” devido ao popular programa de partilha de ficheiros usado para descarregar músicas e filmes através da rede de P2P Gnutella, a empresa com o mesno nome não brinca em serviço e está a dar tudo por tudo para legitimar o seu modelo de negócio através da sua loja de música online lançada em Março que vende temas em formato MP3 sem DRM com bitrate de 256 Kbps.

Ontem, a LimeWire anunciou um acordo de licenciamento com a The Orchard, uma distribuidora digital de música de artistas independentes e pequenas editoras. Isto quer dizer que dentro em breve vão estar disponíveis para compra mais 1,2 milhões de faixas na LimeWire Store, a acrescentar às 800 mil que já constavam do catálogo da loja pertencentes às distribuidoras Redeye Distribution e IRIS e à editora discográfica canadiana Nettwerk Music Group.

O modelo de funcionamento da loja da LimeWire combina a venda de downloads individuais a 99 cêntimos cada com subscrições mensais semelhantes às da eMusic. Os preços e os limites das ofertas das duas empresas são até bastante semelhantes, embora a LimeWire ofereça um tarifário básico mais barato (9,99 dólares ao mês que dá direito a descarregar 25 músicas) do que o da eMusic (11,95 dólares para descarregar 30 músicas). Quanto ao resto, ambas oferecem pacotes de 50 músicas por 14,99 dólares e de 75 temas por 19,99 dólares. No entanto, convém notar que os utilizadores não residentes nos EUA não podem fazer compras na LimeWire ao passo que na eMusic isso já não é assim.

Uma das metas a médio prazo da LimeWire consiste integrar links para adquirir a “versão legal” do álbum que procurámos nos resultados das pesquisas realizadas a partir do seu programa de P2P. É claro que eles podem sempre optar por descarregar a versão grátis que encontraram através da rede Gnutella mas a empresa espera converter um número suficientemente grande de “partilhadores” em clientes pagantes. Será que vai dar resultado?

Se a LimeWire conseguir demonstrar que o P2P sempre serve para aumentar as vendas de música e, consequentemente, recompensar os artistas, talvez as grandes editoras que instauraram o processo jurídico actualmente ainda em curso contra a empresa possam mudar de ideias e licenciar os seus catálogos para inclusão na loja. Dream On!

(via Digital Music News)

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