
Algumas semanas depois do Congresso dos Estados Unidos ter aprovado uma lei apoiada pela RIAA que obriga as universidades a fornecerem alternativas legais aos downloads ilegais sob pena de perderem o financiamento do governo federal, uma das empresas responsáveis por esses serviços acaba de anunciar o fim do seu programa dirigido aos campus universitários norte-americanos.
Cinco anos após o lançamento do serviço, a Napster não conseguiu convencer os estudantes a pagar por um serviço de subscrição – ainda que a preço de desconto incorporado no custo da propina – que oferece apenas o aluguer de um número ilimitado de ficheiros. Apesar dos contratos estabelecidos anteriormente com as instituições de ensino superior se manterem em vigor, a companhia não pretende renová-los nem estabelecer novas parcerias neste sector.
“Este programa deixou de ser uma aposta da estratégia da Napster e já não é uma fonte significativa de receitas para a empresa. Temos apenas alguns milhares de assinantes nas univerdades,” informou a Napster num comunicado enviado a Janko Roettgers do P2P Blog que acrescenta que no primeiro trimestre de 2007 a companhia tinha cerca de 45 mil assinantes. Note-se que a grande maioria destes foi obrigada pelas suas universidades a subscrever o serviço.
Lendo isto até parece que ainda nem há quatro anos atrás os responsáveis da empresa escreviam comunicados carregados de declarações efusivas sobre o seu serviço de subscrições. Como o tempo passa! Mas o que é facto é que o número de subscritores da Napster tem descido a olhos vistos e os seus resultados financeiros não podiam ser mais negros, fazendo com que a empresa valha mais “morta que viva”.
Recentemente, a empresa anunciou uma redução do preço da sua subscrição através de um pacote de seis meses que custa apenas 70 dólares em vez dos anteriores 127 dólares e que inclui ainda a oferta de 50 downloads de MP3. Será isto suficiente para atrair novos clientes ou manter os actuais? Tal como o Glenn Peoples, acho que não. Os serviços de subscrição só vão dar certo quando passarem a oferecer MP3s – ainda que segundo um determinado limite – em vez de música protegida por DRM e quando estiverem disponíveis numa série de mercados globais, tal e qual como no caso da loja do iTunes da Apple. Até lá, serão sempre um sorvedouro de dinheiro.
Nota: a imagem que acompanha este artigo está disponível aqui segundo uma licença CC-BY-NC-SA 2.0 e pertence a naokomc.
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