Napster continua a sua descida ao fundo dos infernos

by Miguel Caetano on 13 de Agosto de 2008

Da última vez que escrevi sobre a Napster, a empresa de subscrição de música que deu lugar ao lendário serviço de partilha de ficheiros, a saúde da companhia não era nada famosa: para além de não dar lucro há mais de quatro anos,  alguns analistas diziam mesmo que a empresa valia “mais morta que viva”.

Esta semana, a empresa revelou os seus resultados financeiros relativos ao segundo trimestre fiscal deste ano. Apesar da Napster ter começado a vender downloads de MP3 sem DRM no passado mês de Maio, isso não impediu que tivesse registado uma descida das receitas de 5,9 por cento, para os 30,3 milhões de dólares (pouco mais de 20 milhões de euros) face aos 32,3 milhões de dólares (cerca de 22 milhões de euros) registados no mesmo período do ano anterior.

As perdas, em contrapartida, aumentaram dos 4,2 para os 4,4 milhões de dólares (de 2,8 para três milhões de euros). O número de assinantes também desceu dos 760 mil registados no final do primeiro trimestre para os 708 mil no fim de Junho. Actualmente, a única esperança da companhia passa pelas novas subscrições dirigidas para os telemóveis e outros dispositivos móvei.

Mas pelo andar da carruagem, a Napster ainda vai acabar por ser comprada pela concorrente Rhapsody antes de surgirem verdadeiros serviços de subscrição e não de mero aluguer de músicas, isto é, assinaturas que permitam que os utilizadores descarreguem ficheiros em formatos sem DRM. Actualmente,

O analista Mark Mulligan da Jupiter Research acha que o mercado das assinaturas só vai animar quando ofertas “grátis” como o Comes With Music da Nokia começarem a oferecer as mesmas funcionalidades que os planos “premium” da Napster e da Rhapsody mas de borla. A questão é que quase de certeza que a Nokia será obrigada a utilizar algum tipo de DRM. Negociações com as grandes editoras assim o obrigam… Mas seria bom que elas aceitassem a sugestão que ele faz e oferecessem MP3s em troca do pagamento antecipado relativo a seis ou 12 meses.

Nota: a imagem que acompanha este artigo está disponível aqui segundo uma licença CC-BY-SA 2.0 e pertence a foosco.

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