RIAA desembolsa 107.951 dólares para pagar custas judiciais de Tanya Andersen

by Miguel Caetano on 16 de Agosto de 2008

Tanya Andersen numa reportagem da Business Week

Depois de uma dura batalha legal que decorreu ao longo dos últimos três anos o processo Atlantic V. Andersen que opôs a Associação da Indústria Discográfica Norte-americana e Tany Andersen, uma mãe de solteira residente em Portland, Oregon, e injustamente acusada de partilhar ficheiros de música através de redes de partilha de ficheiros.

Ao contrária de outros inocentes que foram vítimas da intimidação das editoras discográficas, Andersen não se deu por vencida e levou a sua defesa até ao fim. Desde então, esta senhora de 45 anos instaurou um contra-processo contra a RIAA, Sony BMG, Atlantic Records, Priority Records, Capitol Records e Universal Music Group por conspiração e intimação.

Embora a decisão do tribunal que ordenou a indústria discográfica a pagar as custas judiciais da defesa de Andersen já date de Outubro do ano passado, só nesta semana é que a RIAA passou o cheque, de acordo com o Recording Industry vs. The People.

O valor em concreto desembolsado foi 107.951 dólares (cerca de 73.600 euros). Ao montante inicialmente estipulado pelo juiz Acosta em Maio de 107.834 dólares, as editoras tiveram que acrescentar mais 117.03 dólares em juros referentes ao período entre o dia da decisão e a data de pagamento.

Segundo a Business Week, o processo para chegar a um consenso em relação ao valor pago foi algo demorado. O advogado de Tanya Andersen Lory Lybeck, começou por pedir 300 mil dólares (204.500 euros), argumento que o valor de 150 mil dólares (102.200 euros) das custas judiciais deveria ser multiplicado por dois devido ao estatuto de “alto risco” deste caso. Por seu lado, os advogados da RIAA queriam dar apenas 30 mil dólares (20.500 euros).

Mas se o processo Atlantic v. Andersen já terminou, o processo Andersen v. Atlantic em que Tanya pretende ser indemnizada por tentativa de conspiração e intimação ainda mal começou. Na volta, a RIAA ainda vai ter que acabar por pagar mais umas boas centenas de milhares de euros. É o que dá tentar imitar as tácticas dos gangsters. É que, diga-se de passagem, nos últimos tempos a abordagem beligerante das editoras tem dado mau resultado. Em Julho do ano passado, Deborah Foster já tinha recebebido 68.685,23 dólares da RIAA. E para cúmulo dos cúmulos, o julgamento que obrigou Jammie Thomas ao pagamento de 222 mil dólares poderá ser anulado dentro em breve.

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diga cultura
17 de Agosto de 2008 ás 9:42
Os piratas de ontem são os “bacanas” de hoje - Parte I » PyleMusic.com
1 de Maio de 2009 ás 23:48

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