Subscrições e mais subscrições: as rádios também querem

by Miguel Caetano on 4 de Agosto de 2008

Virgin Radio

Os fãs de música britânicos foram nos últimos meses inundados com tentadoras promessas de novos serviços de música online, mas a grande maioria ainda não foi comercialmente lançada. Quem costuma ouvir música a partir do telemóvel já pode subscrever ao Music Station da Omnifone que dá acesso ilimitado a um milhão de músicas em troca do pagamento de uma mensalidade mensal.

Há poucas semanas atrás a operadora de internet e televisão por satélite Sky anunciou a sua própria subscrição a ser lançada mais para o final do ano em parceria com a Universal Music. Para além disso, é bastante provável que a Grã-Bretanha seja um dos primeiros mercados europeus a receber o serviço Nokia Comes With Music da fabricante finlandesa de telemóveis.

Como se estas ofertas não fossem suficientes, a estação de rádio Virgin Radio anunciou hoje que está a tentar obter o apoio das quatro grandes editoras discográficas para um novo serviço de subscrição de música. De acordo com o que Cive Dickens afirmou à Music Week (via Distorted-Loop), o serviço insere-se nos planos da nova proprietária da cadeia de rádio, a TIML Golden Square (subsdiária da empresa responsável pelos jornais The Times of India e Economic Times) de investir em áreas de negócio para além do core business da Virgin Radio.

O que estamos a sugerir é uma subscrição mensal com vários tarifários. Se pagar cinco libras (6,30 euros) por mês terá direito a um determinado nível de acesso e a descarregar cinco faixas sem DRM por mês e se pagar 10 libras (12,60 euros) terá direito a um outro nível de acesso e a descarregar 10 músicas sem DRM por mês.

O quê? Mas isso é uma enormidade, não acham? Qual é a vantagem que uma assinatura desse tipo poderá oferecer em comparação com as ofertas actuais de empresas como a Napster e Rhapsody? Caros executivos de estações de rádio: se querem realmente entrar com ambos os pés no sector da música online convém readaptar o vosso modelo de negócio à abundância de oferta em linha. Com milhões de músicas em formato MP3 ao alcance de dois cliques não faz sentido económico nenhum vender subscrições que se limitam a alugar as músicas e não a oferecê-las aos consumidores. Se pensam que basta dar umas “míseras” cinco a dez músicas por mês em jeito de medalha de bom comportamento, estão muito enganados.

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