
No que toca ao sector da música online, a indústria discográfica está cheia de mortos-vivos. Em Setembro de 2007 surgiu o rumor de que a Universal Music estava a preparar um serviço de subscrição de música. O modelo desta assinatura seria basicamente o mesmo da oferta Neuf Music do ISP francês Neuf Cegetel – que, tal como a Universal, também pertence ao grupo Vivendi – mas com a diferença de que os pacotes seriam neste caso integrados ao preço de venda de leitores de MP3 e telemóveis. No mês seguinte, foi divulgado o boato de que a editora de Douglas Morris estava a tentar negociar uma parceria com as outras majors.
Debalde. Os planos maravilhosos da Universal Music para acabar com o domínio do iTunes na música digital saíram gorados quando o Departamento de Justiça dos Estados Unidos iniciou uma investigação no sentido de investigar se o TotalMusic poderia consistir numa tentativa monopolista de fixação de preços por parte das editoras.
Mas pelos vistos a ideia não foi definitivamente enterrada e parece que alguém tentar fazer renascer o TotalMusic sob a forma de um serviço de streaming gratuito financiado por publicidade a ser licenciado como “marca branca” a outros sites, de acordo com o que fontes próximas afirmaram ao TechCrunch e ao Aliado Digital. O serviço deverá incluir links directos para comprar o download digital da música.
Erick Schonfeld do TechCrunch investigou mais a respeito do TotalMusic no LinkedIn e encontrou quatro pessoas (Ted Ferguson – antigo vice-presidente do Departamento de Estratégia de Produtos Digitais da Universal Music -, Troy Denkinger, Robert Broome e Derek Reeve) residentes em Chicago que indicam o nome desse serviço como empregador. O blogger encontrou ainda um anúncio de emprego para o serviço solicitando um engenheiro de software sénior que refere que a companhia TotalMusic se encontra localizada em Herndon, na Virginia. A empresa é descrita da seguinta forma:
A TotalMusic, LLC é uma nova plataforma de música digital oferecendo a integração de descoberta de música, streaming e downloads numa vasta gama de ambientes online e móveis. Contamos com um forte apoio financeiro e um staff que soma no seu conjunto décadas de experiência em música online.
Ora, aqui é que as coisas se tornam interessantes, porque como o Glenn Peoples refere no Coolfer o site referenciado no anúncio é o do Ruckus, o famigerado serviço de subscrição de música protegida com DRM que a RIAA tem tentado impingir aos estudantes das universidades norte-americanas como alternativa à partilha ilegal de ficheiros.
Mas porque carga de água é que a Universal quererá agora ressuscitar um nado-morto como o plano TotalMusic sob a forma de mais um serviço de streaming gratuito quando toda a gente que “importa” está a apostar no mesmo modelo. Não bastam a Last.fm, a Rhapsody ou o MySpace? Só se for para dificultar a vida aos outros serviços de streaming…
Nota: a imagem que acompanha este artigo está disponível aqui segundo uma licença CC-BY-NC-SA 2.0 e pertence a ИoИ.
Se gostou deste artigo, porque não deixa a sua opinião nos comentários e subscreve o feed de RSS? Obrigado!
Artigos relacionados:

