Antes da invenção do LP, o primeiro disco em vinil, em 1948, quem dominava o topo das tabelas de vendas de música eram os discos de 78 rotações por minuto feito de goma-laca e em que cada um dos lados possuía apenas uma faixa. Os discos de 78 rpm foram o formato mais popular para ouvir música entre o começo da primeira metade e o início da segunda metade do século passado.
Por esta altura, seria de esperar que a grande maioria destes discos já tivessem entrado desde há muito no domínio público na medida em que há décadas que já não se encontram à venda nas lojas. Mas infelizmente, tal não acontece. Se na União Europeia os direitos relativos aos fonogramas têm um prazo de duração de 50 anos após a sua edição, nos Estados Unidos os alargamentos sucessivos dos termos ao longo das últimas décadas fizeram com que nenhum disco possa ser considerado como pertencendo ao domínio público antes de 15 de Fevereiro de 2067. Para além disso, mesmo no caso da Europa há que ter em conta os direitos dos compositores e publishers que duram durante o período de vida do autor mais 70 anos.
Mas as questões legais parecem ter sido o que menos pesaram na cabeça de Cliff Bolling quando este norte-americano de Portland (Oregon) começou há cinco anos atrás a digitalizar a sua colecção de milhares de discos de 78 rotações e a fazer upload dos ficheiros para o seu site de modo que a todos os fãs de música de todos os cantos do globo pudessem apreciar esse grande pedaço da memória sonora da humanidade, como conta o Listening Post.
O resultado é uma fabulosa colecção de música que já conta com 3739 ficheiros MP3 com bitrate de 128 Kbps (os melómanos podem, no entanto, ficar descansados uma vez que Bolling também guardou os ficheiros WAV originais para DVDs). E tem mais, pois o coleccionador diz que ainda lhe falta digitalizar mais 2500 discos.
Para além de Jazz, música popular americana e bandas sonoras de filmes pertencentes a editoras como a Columbia, DECCA, RCA Victor, MGM e Capitol, o arquivo digital de Bolling também abrange colecções de discos árabes, japoneses e gregos. Contudo, nenhuma destas músicas contEm etiquetas ID3 com os metadados de modo a que o nome do artista e do tema sejam correctamente exibidos no nosso leitor de música. Bolling deu-se mesmo ao trabalho de disponibilizar a base de dados da sua biblioteca em formato .mdb (Microsoft Access).
É claro que há muito mais coisas que é possível fazer com tanta música perdida na memória do tempo, como o Andrew Dubber refere no New Music Strategies: remisturas, mashups, cover versions, etc. Mas à luz da lei, todos estes usos possíveis não passam de infracções aos direitos de autor.
Tanto é assim que quando o Yahoo! – a empresa de alojamento de Bolling – suspendeu temporariamente o site surgiu logo o rumor de que a RIAA estaria envolvida. No entanto, tudo indica que se tratou de um filtro no serviço de alojamento Web para pequenos negócios da Yahoo! que está programado para evitar que um aumento súbito do tráfego de um site acabe por atrasar o acesso a outros sites. Isto apesar de Bolling ser cliente da modalidade de hosting da empresa que não impõe quaisquer restrições em termos de largura de banda ou gigabytes transferidos. De qualquer modo, o site já voltou a ficar online. Alguém descarrega os mais de 3000 ficheiros MP3 e faz o upload de um torrent para um tracker de BitTorrent antes que a RIAA decida mesmo ir atrás de Bolling?
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Epá, isto deve ter aqui muita coisa boa para explorar. Muito fixe.
Espectáculo! Vou fazer um post em breve com uma escolha do meu agrado.
Gostei muito da noticia. Vou poder fazer uma coletanea do nosso saudodoso Nelson Gonçalves?
Nem acredito.
uma boa oportunidade para os amantes de músicas antigas, poderem gravar e recordar.muito bom
É fantástico saber que ainda existem pessoas que permanecem com a nostalgia dos vinis e o que é melhor, transformando-os em digitais e disponibilizando-os para os amantes da música. Com certeza passarei a frequentar essa página permanentemente, haja vista ser um fanático pelos vinis.
OBS. Existe um outro site o http:\www.paixaoeromance.com/70 decada, que disponibiliza musicas e letras de antigas canções de vinis. Podem acessar que é maravilhoso.
ÖOOTIMO, mas como faz para ouvir os 78’s em mp3????
@Francisco: não percebi. Estes discos de 78 rotações já estão no formato MP3
achei ótima a idéia, uma bela maneira de preservar a “cultura do passado”, tambem tenho um pequeno acervo com 20 mil vinil e uns 2.000 78rpm, vou ver como transformá-los…nhovair@yahoo.com.br
PUMMMMM
nossa
oi achei muito legal encontrar alguem que se entereça por estes produtos vou frequentar mais verzes este saite
Independe a rotação do disco no momento que ele foi passado para MP3.
É uma excelente idéia transformar essas músucas em mp3. Acessei e recomendo.
Muito bom mesmo, altamente recomendado para quem aprecia uma boa música!!!
Salve.
Ótima notícia para os amantes de músicas de todos os tempos. O problema é que não encontrei o link de acesso ao site para conferir os arquivos e disponizá-lo em nosso blog, Cabeças Falantes Online. Alguém saberia informar?
É muito bom saber que ainda existem pessoas que permanecem com a nostalgia dos vinis e o que é melhor, transformando-os em digitais e disponibilizando-os para os amantes da música. Com certeza passarei a frequentar essa página permanentemente, haja vista ser um fanático pelos vinis.
uau
ok, super legal, mas já está disponivel ou será disponibilizado ???
Ao invés de comentário, tenho uma pergunta a fazer: será que Cliff Bolling é parente do excelente músico Claude Bolling? Gostaria que algúem me mandasse um email com esta resposta. Por enquanto agradeço. Joaquim
Gostaria muito de fazer o mesmo com os meus quase seiscentos vinis, super conservados!
muito especial para os admiradores das músicas do passado presente.
QUAL É O SITE?ME PASSEM AI PRA PODER ENTRAR!
>>>>>>>>>>>>>>>ME MANDEM NO EMAIL YAHHO! ( beto_vgb@yahoo.com.br) ou no orkut BETO TOGNI
valew
Música para todos. A questão dos direitos deveria ser revista, pois a produção cultural continua sendo coisa das elites.