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Apple de novo perseguida pela Noruega devido à DRM da loja do iTunes Publicado 30 Set 08

iTunes ainda vem com DRM

A Noruega não desiste de pressionar a Apple no sentido de abrir a tecnologia FairPlay de DRM empregue na loja do iTunes a outros fabricantes de leitores portáteis de música digital. Esta semana, o provedor dos consumidores Erik Thon informou à Associated Press que irá levar o caso ao Conselho do Mercado, um organismo norueguês dotado da autoridade para obrigar as empresas a alterarem as suas práticas comerciais.

A empresa de Steve Jobs arrisca-se mesmo a ser condenada ao pagamento de pesadas multas, caso ela continue a impedir que o hardware de outras companhias seja capaz de reproduzir os ficheiros de música com DRM adquiridos pelos consumidores na loja do iTunes. Segundo Thon, os consumidores têm o direito de transferir e reproduzir os conteúdos digitais que compraram e descarregaram da Internet para o dispositivo de música digital da sua preferência. No entanto, os downloads do iTunes podem apenas ser escutados a partir de iPods e iPhones da Apple. Resta saber é se a esta altura do campeonato ainda faz sentido teimar na interoperabilidade da tecnologia de DRM da Apple. 

Desde que o provedor dos consumidores decidiu em Janeiro de 2007 que a tecnologia de DRM FairPlay da Apple na medida em que se tratava de uma estratégia utilizada deliberadamente pela empresa no sentido de abusar da sua posição dominante, o mundo da música digital já deu muitas voltas. Em Abril de 2007, a companhia começou a vender música sem DRM da EMI e de outras editoras independentes.

De fora ficaram a Universal Music, Warner Music e Sony BMG que optaram por permitir igualmente alguns meses mais tarde a venda de música digital sem DRM em formato MP3, mas nas lojas de empresas concorrentes da Apple como a Amazon, Rhapsody, Wal-Mart e 7Digital. Mais de 18 meses depois dessa decisão do provedor Erik Thon, o iTunes continua a disponibilizar as músicas da UMG, WMG e Sony BMG no formato AAC protegido com a tecnologia FairPlay. 

O problema é que os responsáveis por isso são as próprias editoras que querem deste modo reduzir a quota de mercado da loja do iTunes de modo a que possam aplicar preços variáveis aos downloads tendo em conta o seu nível de procura e para que obriguem a Apple a permitir a venda de música em pacotes de álbuns completos apenas.

Aliás, essa deverá ser a explicação que a marca da maçã irá dar quando apresentar a sua posição a respeito destas alegações. O prazo para o fazer concedido pelo provedor termina a 3 de Novembro. A decisão final do conselho apenas deverá ser tomada no início do próximo ano. Esperemos que até lá as autoridades norueguesas se apercebam de que não faz sentido falar na interoperabilidade de DRM.

Nota: a imagem que acompanha este artigo está disponível aqui segundo uma licença CC-BY-NC-SA 2.0 e pertence a thomasexciting.

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1 resposta a “Apple de novo perseguida pela Noruega devido à DRM da loja do iTunes” :

  1. [...] há mais de dois anos que a Apple tem vindo a ser alvo de uma investigação por parte de Erik Thon. No dia 29 de Setembro, o provedor dos consumidores emitiu um comunicado [...]

    Comentário de Apple à beira de um processo na Noruega por causaa da DRM do iTunes | Remixtures em 6 Nov 08 16:01.
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