Após meses de especulações sobre a data definitiva, parece que a plataforma de música do MySpace deverá ser oficialmente inaugurada a 15 de Setembro. Quem o garante é Bruce Houghton do Hypebot. O mesmo rumor já tinha sido veiculado anteriormente pelo Silicon Alley Insider. No entanto, o serviço de música da rede social da News Corp. deverá abrir sem ter um director executivo em funções.
Segundo o The Deal, esse cargo deverá ser ocupado interinamente pelos próprios patrões do MySpace, o director executivo Chris DeWolfe e o director de operações (COO) Amit Kapur. O site irá usar a infra-estrutura da Amazon para comercializar os downloads de MP3 sem DRM. Para além, disso, os utilizadores também vão poder fazer o streaming gratuito das músicas e comprar ringtones, merchandising e bilhetes para concertos. O catálogo deverá incluir temas da Universal Music, Sony BMG e Warner Music que irão contar com uma participação nesta joint-venture com a subsidiária do conglomerado de Rupert Murdoch. Apenas a EMI optou por ficar de fora.
A história do MySpace Music esteve sempre recheada de boatos. Aliás, tudo começou em Fevereiro deste ano com um boato de que o MySpace se preparava para lançar um novo serviço de música com o apoio das majors para concorrer directamente com o iTunes da Apple, mas a confirmação oficial só veio no final de Março. A partir daí começou outra corrida incessante por parte dos responsáveis do MySpace para encontrar alguém que quisesse dar a cara pelo projecto.
A lista de contactados que rejeitaram a ingrata missão de bater a todo-poderosa Apple num mercado onde é rei e raínha é enorme e está cheia de nomes ilustres: desde Ian Rogers – ex-Yahoo e actual director executivo da Topspin – a Eric Garland – director executivo da empresa de monitorização de P2P Big Champagne -, passando por Jim Bankoff – antigo executivo da AOL e actual conselheiro sénior do fundo de investimento Providence Equity -, Dave Goldberg da empresa de capital de risco Benchmark Capital. Recentemente, a CNET deu também conta de que Andy Schuon – antigo presidente da CBS Radio e actual executivo da Universal Music – foi também já contactado.
Porque é que tanta gente boa, competente e de qualidade tem recusado um cargo tão “apetecível”? Será que é porque têm medo de ser obrigados a submeterem-se às ordens das majors?
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