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O fim do Wippit, a morte de um pioneiro do P2P legal Publicado 5 Set 08

Muito antes do Qtrax, aquele serviço de música financiado por publicidade que desapontou meio mundo com um lançamento falhado, existia o serviço de P2P legal da Wippit, uma empresa britânica fundada por Paul Myers que oferecia downloads ilimitados por 30 libras ao ano (cerca de 37 euros). O empresário tentou convencer as grandes editoras discográficas a aderirem ao serviço mas isso era evidentemente demais para companhias que continuam a fugir de tudo o que tenha ver com Peer-to-Peer como o diabo foge da cruz - veja-se o exemplo da Playlouder que anda há anos a tentar obter um acordo com as quatro majors.

Infelizmente, ao não ter conseguido as licenças necessárias a Wippit foi obrigada a mudar abruptamente para um modelo de negócio mais convencional, assente nos downloads individuais de músicas à maneira da loja do iTunes. Mas até aí a empresa foi inovadora na medida em que começou a comercializar MP3s sem DRM anos antes das majors permitirem a distribuição comercial do seu catálogo em formatos sem protecção.

Contudo e apesar de ter conseguido estabelecer acordos com a EMI e a Warner Music - para além de patrocínios com companhias como a Easyjet, Motorola, Evening Standard, Duracell e Heineken - isso não foi suficiente para evitar o seu encerramento, de acordo com o Distorted-Loop. Terá sido o domínio avassalador do iTunes no campo dos downloads individuais pagos que conduziu a esse desfecho? É o mais provável.

Em todo o caso, a história do Wippit é significativa porque demonstra como as majors conseguem asfixiar todas as iniciativas pioneiras no sector da música da online, restando apenas aqueles players que têm o arcaboiço financeiro para arcar com os adiantamentos que elas exigem. O problema é que desta forma elas acabaram por alimentar um monstro chamado iTunes que graças a isso adquiriu o poder de ditar as regras do mercado. O pior é que agora elas não se conseguem desenvencilhar dele.

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