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Universal Music Group de boa saúde Publicado 5 Set 08

Pois é, não obstante sermos constantemente inundados por profetas da desgraça que prognosticam o fim da indústria discográfica devido aos downloads ilegais e que utilizam esse argumento para invocar leis mais duras contra os partilhadores, a verdade é que a Universal Music Group - a maior editora discográfica do mundo, - apresentou um desempenho bastante forte, de acordo com os resultados financeiros do conglomerado franco-canadiano Vivendi relativos ao primeiro semestre fiscal de 2008.

Para isso muito contribuíram fenómenos de vendas como Duffy, Lil Wayne, Jack Johnson, Amy Winehouse e Mariah Carey. Mas o próximo semestre também será igualmente rico em novos lançamentos de nomes fortes como The Killers, Bon Jovi, Black Eyed Peas, Keane e Tokio Hotel, entre outros.

O Lucro Operacional Líquido A margem bruta (EBITA) da UMG subiu 17,7 por cento em comparação com o mesmo período do ano anterior, tendo-se situado nos 259 milhões de dólares (cerca de 183 milhões de euros). A preços constantes, esta subida foi de 24,4 por cento. Contudo, as receitas desceram de 2.095 para 2.044 milhões de dólares (de 1,48 para 1,44 mil milhões de euros) em comparação com o primeiro semestre de 2007 - uma descida de 2,4 por cento.

Segundo Glenn Peoples do Coolfer, a UMG é mesmo a companhia discográfica que obteve o melhor desempenho em termos de EBITA das quatro majors. A Warner Music teve um lucro operacional líquido margem bruta de seis por cento ao passo que a Sony BMG registou uma descida de um por cento. A Vivendi atribui estes bons resultados da sua subsidiária a ganhos de quota de mercado nos Estados Unidos e Japão bem como ao crescimento sustentado das vendas digitais. Ao menos que esta performance excepcional sirva para desincentivar a UMG das suas tentativas controleiras da Internet…

Nota: a imagem que acompanha este artigo está disponível aqui segundo uma licença CC-BY-SA 2.0 e pertence a lukatoyboy.

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Algumas respostas a “Universal Music Group de boa saúde” :

  1. analisar desempenhos por lucro operacional não é correcto. E nem se fala em lucro operacional, mas sim margem bruta. Isso é uma coisa a corrigir na wikipedia. Falta saber o serviço da dívida também, o peso dos impostos em cada país, rácios de liquidez e por aí fora. Mas isso é para uma aula de formação daquelas que tu sabes.. LOL :p

    Comentário de Ricardo em 6 Set 08 16:19.
  2. Alô Ricardo, obrigadão pela precisão. Acho que vou mudar, sim.

    Comentário de Miguel Caetano em 6 Set 08 21:36.
  3. Universal Music Group de boa saúde…

    Não obstante sermos constantemente inundados por profetas da desgraça que prognosticam o fim da indústria discográfica devido aos downloads ilegais e que utilizam esse argumento para invocar leis mais duras contra os partilhadores, a verdade é que a Un…

    Comentário de diga cultura em 7 Set 08 19:53.
  4. [...] das vendas de CDs, a Universal Music. No mês passado, esta major divulgou que a sua margem bruta cresceu 17,7 por cento durante o primeiro semestre de 2008, ao passo que as receitas totais cresceram cinco por cento a preços [...]

    Comentário de Patrão da Vivendi optimista em relação ao futuro da Universal Music | Remixtures em 17 Set 08 18:05.
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