Universal Music quer criar um site de vídeos para concorrer com o YouTube Publicado 29 Set 08
Aparentemente, o YouTube tem rendido bastantes pageviews e receitas à Universal Music Group, a maior companhia discográfica do mundo. O seu canal no site de partilha de vídeos é o mais visto de sempre, com mais de 2,4 mil milhões de visualizações, muito à frente do segundo classificado que apenas possui 250 milhões de visualizações. Ao todo, mais de 450 mil utilizadores assinam o canal da UMG.
Uma vez que o contrato de licenciamento entre a editora e o YouTube deverá termina o final do ano, o patrão da UMG Douglas Morris está a pensar em lançar o seu próprio site de streaming de vídeos. Este foi pelo menos o rumor divulgado na semana passada pela Billboard e pela CNET. Embora a major não esteja a pensar em abandonar de um momento para o outro o YouTube, o Silicon Alley Insider considera que um site semelhante ao Hulu - que transmite séries de televisão e filmes completos com alta qualidade de imagem e que é gerido por uma joint-venture formada entre a NBC e a News Corp. de Rupert Murdoch - mas poderá ser um trunfo poderoso quando chegar a altura de renovar os termos do acordo na mesa das negociações.
De acordo com o mesmo blog, a UMG “estima que poderá gerar 100 milhões de dólares em receitas de vídeo durante este ano, sendo a maioria resultante do digital - o que significa que a maioria dos dólares que obtém com o vídeo têm origem no YouTube.” No entanto, a Universal acha que ainda é possível extrair mais dinheiro com as receitas publicitárias investindo na criação de um site de vídeos dedicado exclusivamente ao streaming de clips com elevada resolução de imagem, com a vantagem de não ter que partilhar o dinheiro com mais ninguém.
O problema é que não se pode comparar clips de músicas que podem ser encontrados aos trambolhões pela Web fora - muito graças aos widgets do próprio YouTube - com séries de televisão e filmes completos que antes do surgimento do Hulu eram muito difíceis de ver via streaming na Web, com a excepção dos torrents e do P2P em geral.
Outra questão é que nos dias de hoje são muito raros os casos em que as pessoas dão atenção aos vídeos de músicas, embora mais de metade dos 20 vídeos mais vistos de sempre no YouTube sejam clips musicais. Se não fosse assim, como é que se explicaria o sucesso do YouTube em comparação com outros sites de vídeo que oferecem qualidade HD como o Vimeo e o DailyMotion, sabendo que a resolução da imagem dos vídeos do YouTube é medíocre? Porque é que tanta gente gosta de visitar sites como o Songza e o Mixtube que permitem ouvir apenas o áudio dos vídeos do YouTube?
Por fim, será que um site de vídeos que disponibilizasse apenas clips de músicas dos artistas da Universal Music Group seria capaz de “comer” parte do número de visitantes do YouTube? Sim, porque não estou a ver a Warner Music, a Sony BMG e a EMI a aceitarem de um momento para o outro fazer parte deste site…
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[...] admira por isso que ele esteja já a pensar em criar um site próprio de vídeos de música. Mas Morris deixou o aviso: caso a Universal avance com um site próprio, o mais provável é que [...]
Comentário de Big Boss da maior discográfica do mundo em discurso directo | Remixtures em 11 Out 08 01:06.[...] não é que o rumor de que a Universal Music se estava a preparar para lançar o seu próprio site de streaming de vídeo para concorrer com a YouTube é mesmo verdade? Esse site já existe só que não foi lançado [...]
Comentário de Alloclips: Universal Music estreia concorrente do YouTube na França | Remixtures em 14 Out 08 21:37.