Blip.fm, o ‘Twitter da música’, libera API

by Miguel Caetano on Outubro 18, 2008

Para quem não conhece, o Blip.fm é um site onde podemos criar a nossa própria estação de música online recorrendo à base de dados do motor de pesquisa de MP3s Seeqpod. O funcionamento é o mesmo do que outras plataformas de microblogging como o Twitter, só que aqui em vez de dizermos “o que estamos a fazer” num determinado momento, a ideia é mesmo contar o que estamos a ouvir. Se quisermos, podemos mesmo enviar as mensagens que escrevemos por lá juntamente com o link de acesso à música para outros serviços online como o próprio Twitter.

Quando eu escrevi sobre o Blip.fm pela primeira vez em Maio deste ano, o serviço tinha sido acabado de lançar pela Fuzz. Na altura, a recepção não foi muito grande e como aquilo estava ainda praticamente vazio, eu deixei um bocado de lado. Contudo, semanas depois começou uma vaga de utilizadores brasileiros e mais recentemente tenho reparado que muita gente que eu sigo no Twitter passou a enviar blips. A razão deste súbito aumento de popularidade é um daqueles fenómenos que eu desconheço…

Ao longo do tempo, a equipa de programadores da Fuzz foi acrescentando novas funcionalidades como uns “distintivos” atribuídos aos utilizadores que atingem um determinado número de ouvintes. Agora, chegou a vez da Fuzz publicar a API do serviço. Para quem nunca ouviu falar nessa sigla, API (Application Programming Interface) é o conjunto de funções básicas que estão na base de um software ou aplicação da Web. De certa forma, é um livro de receitas que permite cozinhar todos os tipos de “pratos” a partir dessa aplicação.

Segundo o TechCrunch, o API do Blip – que se encontra ainda em modo beta privado – permite que programadores independentes desenvolvam outras aplicações por cima que possibilitem criar playlists, publicar blips, visualizar DJs favoritos e obter informação sobre os outros membros. Esta API disponibiliza bibliotecas para ActionScript, JavaScript e PHP. Esperemos que com isto resultem mais ‘cozinhados’ interessantes de modo a proporcionarem um grande banquete. Melhor ainda seria se o Blip passasse a incluir outras bases de dados como a do Hype Machine ou a do Grooveshark Lite. Já agora, se quiserem seguir-me no Blip, podem-me encontrar aqui

Bookmark e Compartilhe

Se gostou deste artigo, porque não deixa a sua opinião nos comentários e subscreve o feed de RSS? Obrigado!

Artigos relacionados:

  1. Blip – twittando música
  2. Adeus, Blip.fm?
  3. Twisten.fm – a nova coqueluche musical do Twitter
  4. Seeqpod abre falência. O que acontecerá à Blip.fm?
  5. Um Top das músicas mais populares do Twitter

Previous post: A fixação do Facebook pela música ataca de novo

Next post: Pagar mais para gravar para CD e ficar com os MP3s