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EMI alarga venda de músicas em quiosques aos EUA e nega acordo com Baidu Publicado 29 Out 08

Apesar dos complicados problemas económicos com que a EMI se vê actualmente a braços em resultado de um desastroso legado da anterior administração - somando perdas que atingem quase os mil milhões de euros - a companhia discográfica continua a apostar na sua política de diversificação dos seus pontos de venda.  

Depois de em Maio passado a empresa ter começado a instalar quiosques de downloads de MP3 numa série de aeroportos europeus em cooperação com a companhia britânica MEDIAnywhere, esta semana a gravadora decidiu expandir-se para os principais aeroportos dos Estados Unidos graças a uma parceria com a InMotion Entertainment, uma companhia que aluga filmes e leitores de DVDs, entre outro equipamento de entretenimento, a partir destes pontos de venda. 

O lançamento abrange 45 quiosques localizados em mais de 20 grandes aeroportos dos EUA que deverão comercializar MP3s de 256 Kbps. O seu interface baseia-se num ecrã táctil baseado na tecnologia PlayPoint da InMotion. Os utilizadores poderão também transferir directamente as músicas que adquiriram para os seus iPods.

O preço de cada álbum digital será de 11,99 dólares. Quanto às músicas individuais, a EMI não adianta o preço. Mas pelo menos já é uma melhoria em relação ao anúncio do acordo europeu com a MEDIAnywhere, no qual a editora não revelou qualquer valor.

No entanto, estes quiosques só deverão incluir uma “selecção” de temas novos e clássicos da empresa e não todo o seu catálogo. Entre os artistas referidos contam-se nomes como Coldplay, Katy Perry, Al Green e Lady Antebellum.

“Nós não temos nada a ver com os novos planos do Baidu!”

Outra história que também tem a ver com a EMI é que ontem o motor de pesquisa chinês Baidu, que é acusado de alojar ficheiros MP3 ilegais em servidores próprios para gerar tráfego, anunciou ontem com toda a pompa e circunstância via Billboard que tinha estreado um serviço de streaming de música que oferece o acesso antecipado a novos lançamentos discográficos e que esta plataforma contava com o apoio de 80 editoras - incluindo, supostamente, a própria EMI.

No entanto, a EMI não perdeu tempo a desmentir qualquer nova parceria com o motor de busca chinês, explicando que apenas mantém desde Janeiro de 2007 um acordo de licenciamento de uma quantidade limitada de discos em cantonês para escuta via streaming, negócio esse que termina já em Janeiro. Em Agosto de 2007 escrevi sobre esse serviço aqui.

O que se passa é que quem participa nesta nova plataforma do Baidu é a Typhoon, uma companhia chinesa que detinha até há pouco tempo três joint-ventures conjuntas com a EMI em território chinês. Contudo, em Agosto deste ano esta major vendeu todas as suas participações no mercado da Grande China à Typhoon. Provavelmente, a EMI não quer ficar mal vista junto das outras três grandes editoras (Universal Music, Warner Music e Sony Music Entertainment) que por intermédio da IFPI continuam a perseguir legalmente o Baidu.

Nota: a imagem que acompanha este artigo está disponível aqui segundo uma licença CC-BY-NC-ND 2.0 e pertence a jackcheng.

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