Parece que as grandes companhias discográficas estão a regressar ao passado. Poucos anos depois do fim do Napster, quando ainda existiam cinco grandes editoras, a Sony e a Universal lançaram um serviço de música online chamado PressPlay para combater as redes de partilha ilegal de ficheiros. Warner, EMI e BMG também não quiseram ficar para trás e decidiram lançar o MusicNet em conjunto com a RealNetworks
Mas estes serviços não conseguiram despertar o interesse dos fãs de música justamente porque nenhum dos dois oferecia o catálogo completo de todas as gravadoras. Foi preciso esperar até Abril de 2003, com a abertura da loja online do iTunes da Apple, para que os consumidores pudessem encontrar e descarregar ficheiros de música entre oito milhões de temas à escolha. Infelizmente, contudo, até Abril do ano passado nenhuma editora permitia a venda de músicas sem DRM na Internet.
Foi aí que a EMI estabeleceu um acordo de distribuição de música sem restrições tecnológicas com o iTunes. Até ao momento, esta é a única editora que permite a venda de temas sem DRM na loja da Apple. Mas agora a EMI está interessada em seguir os passos da Universal no sentido da venda directa de música online no formato MP3 sem DRM, de acordo com o Financial Times.
O jornal britânico informa que a editora adquirida pela empresa de fundos de investimento Terra Firma em Agosto de 2007 está a planear lançar o seu próprio site de downloads de música em EMI.com ainda antes da época do Natal. Para além da venda de downloads de vídeos e músicas, a EMI pretende ainda disponibilizar algumas borlas. No entanto, o artigo não fornece mais detalhes quanto aos preços ao cobrar e aos países onde este site será lançado.
Contudo, parece-me que o problema deste site é o mesmo de sempre que encontramos noutros sites dirigidos aos consumidores lançados pelas gravadoras: a falta de um catálogo suficientemente aliciante para levar os fãs de música a frequentá-los. As pessoas nunca se identificam com editoras mas quanto muito com os artistas. E creio que nem mesmo a inclusão de funcionalidades de redes sociais ao estilo Last.fm de forma a ajudar os consumidores a descobrir música nova em função dos seusgostos musicais poderá salvar estes sites do fracasso.
Nota: a imagem que acompanha este artigo está disponível aqui segundo uma licença CC-BY-SA 2.0 e pertence a Peter Barr-Watson.
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