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Imeem com a corda no pescoço Publicado 23 Out 08

Michael Robertson é que tinha razão: o acordo estabelecido entre o serviço de streaming de música Imeem e a Universal Music Group em Dezembro do ano passado funcionou como uma sentença de morte a médio prazo para a empresa da Música 2.0 ao obrigá-la a pagar um cêntimo por cada música tocada, independentemente de daí resultar qualquer receita com publicidade.

Tal como o empresário fundador do antigo MP3.com e actual director executivo do cacifo virtual MP3Tunes prognosticou na altura, o resultado é que com a actual crise financeira a companhia viu-se agora sem dinheiro e forçada a procurar um comprador.

Como se isto não bastasse, a empresa também já demitiu 20 dos seus 80 funcionários - isto é, 25 por cento da sua força de trabalho. A informação foi divulgada em primeira mão pelo PaidContent e confirmada e por responsáveis do Imeem à CNET e ao ReadWriteWeb. Negando os rumores iniciais, o vice-presidente Matt Graves esclareceu que os cortes se deram não apenas na parte técnica mas também noutros departamentos (marketing, finanças, comunicações, etc.).

De igual modo, Graves também se recusou a confirmar que a companhia tinha recrutado o banco de investimentos Montgomery and Co. para encontrar um potencial comprador. Ao longo dos últimos dois anos, a Imeem recolheu investimentos num valor total de 50 milhões de dólares de companhias como a editora discográfica Warner Music Group e das empresas de fundos de investimento Morgenthaler Ventures e Sequoia Capital.

Tendo em conta que a Sequoia tem nos últimos tempos exigido uma forte contenção de custos por parte das empresas onde detém participações, estes cortes até não seriam muito de admirar. Mas a verdade é que o site tem dado sinais de estar a perder grande parte da sua popularidade inicial, principalmente com o surgimento do MySpace Music. Por outro lado, os acordos com as quatro grandes editoras representa uma autêntica corda no pescoço.

Não há publicidade online que consiga pagar o preço de licenças exorbitantes. A última valorização da companhia avaliou o Imeem em 200 milhões de dólares mas dadas as circunstâncias actuais, parece altamente improvável que alguém esteja disposto a desembolsar tanto por uma máquina de dar dinheiro às quatro editoras. Se a empresa conseguir ser comprada por metade desse valor já vai com muita sorte… E pensar que ainda no primeiro semestre deste ano o Imeem ainda andava por aí a comprar Snocaps e Anywhere.fms!!! Tudo para acabar por ser comida por um tubarão qualquer. Concentração capitalista a quanto obrigas!

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1 resposta a “Imeem com a corda no pescoço” :

  1. [...] outro fenómeno da Música 2.0 que se viu subitamente em tão maus lençóis que já começou à procura de potenciais compradores, também o iLike chegou à conclusão que ter uma plataforma autónoma de streaming de música [...]

    Comentário de Recapitulando (III): Indústria Musical | Remixtures em 15 Dez 08 21:03.
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