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iTunes continua dono e senhor do mercado de música digital nos EUA Publicado 9 Out 08

Ao longo do último ano, as majors lançaram uma catadupa de serviços com vista a minar o monopólio do iTunes da Apple no sector música digital. Não obstante, quem acabou por sair prejudicado foram os serviços de menor dimensão e não a loja de música online da marca da maçã de acordo com a mais recente edição do estudo Tempo Digital Music Brandscape da IPSOS.

Apesar da Amazon e da Rhapsody terem registado subidas substanciais no mercado norte-americano tanto em termos de reconhecimento da marca como das preferências dos consumidores, o iTunes continuou a registar fortes ganhos. De acordo com o inquérito realizado em Julho deste ano a 1249 internautas residentes nos EUA com idades superiores a 12 anos, 57 por cento dos inquiridos afirmaram que o iTunes era o seu serviço de música online preferido, o que representa uma subida de sete pontos percentuais em relação aos 50 por cento do mesmo período de 2007. Podem ver aqui o PDF do gráfico.

A loja da Apple foi mesmo a segunda plataforma que cresceu mais, ficando apenas atrás da Amazon, que pela primeira vez foi incluída no estudo e ocupou logo nove por cento das preferências - recorde-se que a loja de MP3 da gigante do comércio electrónico apenas foi lançada em Setembro de 2007. Quem também subiu nas preferências dos consumidores norte-americanos foi a Rhapsody, mais exactamente de quatro para sete por cento. Em 2006, a subsidiária da Real Networks tinha registado seis por cento das preferências. O mais certo é que esta reviravolta na progressão da Rhapsody se tenha ficado também a dever ao lançamento da sua loja de MP3 em Junho de 2008 bem como às várias parcerias para o streaming gratuito de músicas completas (iLike, Yahoo, etc.).

Mas se se parece estar a verificar-se uma concentração do sector da música digital, esta consolidação ocorre em grande parte às custas de todas as outras empresas do sector, inclusive o próprio MySpace: que desceu de oito por cento em 2006 para quatro por cento em 2008. Quem também desceu foi o Napster. Longe vão os tempos em que este nome era sinónimo de dezenas de milhões de pessoas ligadas online a partilharem ficheiros. De 11 por cento em 2006, desceu para uns meros oito por cento em 2008. Não admira por isso que a empresa tenha sido adquirida no mês passado pela cadeia de grandes armazéns Best Buy.

Wal-Mart e Yahoo também sofreram quebras. Mas o dado mais interessante e que aponta para a tal consolidação de que eu estava a falar inicialmente foi a quebra registada nas preferências de todos os outros: de 23 por cento em 2006 para 20 por cento em 2007 e apenas nove por cento este ano. Ou seja, há cada vez menos espaço de manobra para novas marcas entrarem neste sector. E quem quiser entrar terá que despender fortunas milionárias em marketing e licenças.

No que se refere ao indicador de reconhecimento de marca (PDF aqui), o iTunes é também aqui mais uma vez dono e senhor com 86 por cento. O Napster apenas conseguiu 75 por cento. Já o MySpace é conhecido por 63 por cento dos norte-americanos. De realçar que os norte-americanos quase não conhecem o Last.fm (6%). Será que o poder mediático massivo da CBS - que comprou a rede social de descoberta de música em Maio de 2007 por 280 milhões de dólares - será suficiente para tornar o site mais conhecido pelos americano ‘labrego’ comum?

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