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Kid Rock adere aos downloads via Rhapsody Publicado 3 Out 08

Rock N Roll Jesus, o último álbum do country rapper norte-americano Kid Rock - de seu nome verdadeiro Bob Ritchie - já vendeu cerca de 2,1 milhões de cópias desde que foi lançado há um ano atrás. O homem é o protótipo da parolice cultural dos americanos e, no entanto - ou talvez mesmo por isso -, permanece actualmente no 7º lugar da tabela de discos mais vendidos da Billboard. 

O mais inexplicável nos dias de hoje (tendo em conta que o iTunes é já o maior ponto de venda de música nos Estados Unidos - é que este sucesso fenomenal foi atingido sem que o cantor autorizasse a venda do seu catálogo em qualquer loja de música online. Em Junho deste ano, Kid Rock chegou mesmo a dizer que tinha optado boicotado o iTunes porque a Apple cobrava uma percentagem demasiado elevada sobre as receitas das vendas dos downloads e permitia que os consumidores adquirissem individualmente os temas de cada álbum em vez de permitir apenas a compra do disco completo.  

Hoje, Kid Rock decidiu finalmente romper com o seu boicote às lojas de música digital através da celebração de um acordo com a Rhapsody. Segundo o New York Times, trata-se de um negócio exclusivo com a duração de quatro meses mediante o qual todo o catálogo de Kid Rock poderá ser adquirido pelos utilizadores norte-americanos em formato MP3 sem DRM a partir da plataforma de música online da Real Networks e da MTV. Mas há um senão: o consumidor não pode descarregar faixas individuais; só álbuns completos e cada um custa logo 9,99 dólares.

Quem quiser descarregar as músicas individualmente só poderá fazê-lo assinando o serviço de subscrição de música com DRM da Rhapsody. Outra alternativa é escutar os temas via streaming, mas aí existe o tal limite das 25 faixas por mês. A estratégia de Kid Rock é forçar de todas as maneiras os fãs a pagar pelo álbum completo e impedir que eles paguem apenas pelo tema-forte do disco, “All Summer Long”. “O que está aqui em questão é a flexibilidade do artista em ser capaz de fazer aquilo que ele pretende,” explica Ken Levitan, o manager de Kid Rock, justificando a opção pela Rhapsody em detrimento do iTunes. 

Mas será que a Rhapsody teve em conta a flexibilidade dos seus clientes ao obrigá-los a pagar gato por lebre? Quem quiser constatar a fraca qualidade da música de Kid Rock pode escutar o disco dele no widget do Jiwa.fm que eu inseri neste artigo.

Nota: a imagem que acompanha este artigo está disponível aqui segundo uma licença CC-BY-SA 2.0 e pertence a lightgazer.

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Algumas respostas a “Kid Rock adere aos downloads via Rhapsody” :

  1. Realmente nunca tinha ouvido o trabalho dele. E sinceramente, é tudo, menos Rock. lol

    Comentário de Sérgio Dinis Lopes em 4 Out 08 08:36.
  2. É a questão dos downloads pagos: traduzido para euros (não tendo em conta a taxa de câmbio em vigor), o album do amigo Kid estaria à venda na net por 10€. Com esse dinheiro, compro um original! (ou não compro mesmo, no caso do amigo Kid).

    Comentário de Rute Correia em 4 Out 08 15:06.
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