
Apesar de não dar muito nas vistas, o programa de partilha de ficheiros LimeWire desenvolvido pela produtora de software com o mesmo nome continua a ser utilizado por qualquer coisa como 70 milhões de pessoas em todo o mundo – sendo uma das aplicações de P2P mais populares entre os brasileiros.
Num daqueles momentos em que a comunicação social mainstream decide subitamente catapultar para o primeiro plano o P2P, a Fortune publicou na sexta-feira passada um artigo sobre a LimeWire onde dá conta de alguns dos planos que a empresa tem tentado implementar ao longo dos últimos meses no sentido de legitimar a sua marca.
O primeiro passo nesse sentido já foi dado em Março deste ano, com a abertura da sua loja de MP3s sem DRM – apenas disponível a residentes norte-americanos – que neste momento já comercializa mais de dois milhões de temas pertencentes ao catálogo de editoras independentes em boa parte graças a um acordo celebrado com o agregador digital The Orchard em Agosto.
Mas a empresa quer ir mais longe e pretende implementar um sistema de publicidade online semelhante ao Google AdSense na sua aplicação de P2P de modo a recompensar os artistas e outros detentores de direitos. O que facto é que até agora nenhuma etiqueta aceitou aderir a esse esquema e a companhia continua desde há anos envolvida numa guerra jurídica com a RIAA que não dá sinais de vir a acabar tão cedo.
O artigo da Fortune refere ainda que a LimeWire pretende anunciar até ao final do mês uma série de novas funcionalidades de redes sociais a serem incorporadas na sua aplicação de P2P. Esta decisão é lógica e só peca por não ter vindo mais cedo, uma vez que a empresa já possui uma rede social baseada na Web chamada LimeSpot.
Em declarações ao Listening Post, o director de operações da LimeWire Kevin Bradshaw acrescentou que essas funcionalidades irão permitir que os utilizadores escolham o que eles desejam partilhar e com quem e de que forma é que querem ser informados acerca das actividades de partilha de colegas e amigos da sua confiança. Se bem entendi, a ideia da LimeWire é permitir a criação de redes sociais privadas – de acesso restrito – baseadas em P2P que possibilitam não só a partilha de conteúdos protegidos por direitos de autor, mas também fotos, vídeos e documentos pessoais.
Embora o conceito não seja propriamente original – a AllPeers foi a que obteve mais êxito com esta abordagem, mas foi obrigada a fechar as portas -, o que é facto é que a LimeWire é a única empresa com uma base suficientemente grande de utilizadores para massificar este tipo de darknets.
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