MP3Count: MP3s baratos ao estilo AllOfMP3 Publicado 3 Out 08
Enquanto o iTunes continua a cobrar 99 cêntimos por músicas que na sua maior parte contêm DRM, existem empresas sediadas na Rússia e na Ucrânia que continuam alegremente a vender MP3s sem DRM a preços quase sempre inferiores a 20 cêntimos a partir de sites como o MP3Sparks e o novo MP3Count. Isto apesar de exercerem a sua actividade numa zona mais do que sombria da lei de direitos de autor.
O primeiro site a vender música em formato digital numa série de formatos à escolha e sem DRM foi o russo AllOfMP3.com. Mas não demorou muito tempo para que a RIAA acabasse por descobri-lo. O que se seguiu foi um processo no valor de 1650 mil milhões de dólares instaurado em Dezembro de 2006. No final de Junho de 2007, o AllOfMP3.com fechou as portas devido a uma acção do governo russo que resultou em boa parte da pressão exercida pelos Estados Unidos.
Mas o encerramento do site russo que vendia música a preços da uva mijona não significou necessariamente o fim dos MP3s baratos oriundos de empresas mais do que duvidosas instaladas na Ucrânia e na Rússia. Mesmo antes do fim do AllOfMP3 tinha já surgido um site-clone chamado MP3Sparks com ligações bastante próximas à empresa dos proprietários do AllOfMP3. Em poucos meses, surgiram uma série de outros clones. Mais tarde, veio-se também a descobrir que o MP3Sparks encontrava-se alojado nos servidores de uma empresa conhecida por ser um “abrigo virtual” de um grupo da máfia russa.
Este novo MP3Count agora descoberto pelo TechCrunch é um site ucraniano bastante parecido com os outros inúmeros clones do AllOfMP3 e tal como eles também argumenta que paga todos os royalties digitais devidos e aceita pagamentos com cartões de crédito VISA e MasterCard. Mas claro está que quem confia o seu número de crédito a sites ucranianos suspeitos fá-lo por sua conta e risco
De qualquer modo, em que outro local da Web é que poderão pagar uma pechincha por Back To Black de Amy Winehouse (1,78 euros), Love Sounds de Justin Timberlake (2,27 euros) ou The Black People de My Chemical Romance (2,27 euros) para passado um minuto ter o álbum no vosso disco rígido? Gratificação imediata! Nem o Pirate Bay oferece isto
Não liguem ao que eu escrevi. O que é facto é que o MP3Count parece ser uma cópia exacta do MP3Sugar, um outro site russo criado em 2005 que se encontra desde há algum tempo offline. Por outro lado, parece que o catálogo do MP3Count já não é actualizado desde finais de 2007, de acordo com o Idolator. Seja como for e apesar de serem altamente reprováveis, estes sites são um exemplo vivo para a indústria discográfica de que os verdadeiros piratas são aqueles que cobram dinheiro pelo acesso aos conteúdos e não os que partilham entre si músicas para fins não comerciais. Por outro lado, são mais uma razão para que as editoras abdiquem de uma vez por toda das percentagens exageradamente elevadas que cobram pelo preço de venda dos downloads digitais.
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