Poucos dias depois da decisão de um tribunal de Bruxelas ter dado razão ao fornecedor de acesso à Internet belga Scarlet que era tecnicamente impossível implementar um sistema de filtragem de conteúdos, a Rapidshare parece ter aproveitado essa oportunidade para defender exactamente o mesmo.
O caso diz respeito a uma decisão recente de um tribunal alemão que obrigava a empresa suíça responsável pelo serviço de alojamento de ficheiros com o mesmo nome a inspeccionar de uma forma proactiva os conteúdos que os utilizadores pretendem disponibilizar antes de permitir o seu respectivo upload.
Num comunicado divulgado pela Rapidshare a que Janko Roettgers do P2P Blog teve acesso, o director de operações Bobby Chang refere que a companhia não irá controlar os uploads realizados pelos seus utilizadores. ao contrário do que o tribunal exigia, isto é, que não só removesse os ficheiros distribuídos ilegalmente sempre que recebesse uma queixa do respectivo titular de direito mas também que monitorizasse individualmente cada um dos uploads de modo a impedir a sua publicação e que tomasse todas as medidas necessárias no sentido de evitar que aqueles conteúdos em infracção ao direito de autor fossem novamente disponibilizados.
Tendo em conta as instruções adicionais dadas pelo tribunal ao Rapidshare no sentido de registar os endereços IP de todos os uploaders e inspeccionar todos os uploads adicionais provenientes desses IPs – o que é um bocado idiota, tendo em conta que os IPs de boa parte dos ISPs são dinâmicos , o mais provável é que a companhia opte por bloquear totalmente o acesso aos utilizadores residentes na Alemanha. E prontos, está o problema resolvido.
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