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Sonora Clube: Aluguer de músicas com DRM chega ao Brasil Publicado 21 Out 08

Depois de Portugal com o Music Box da TMN, o modelos das subscrições que oferecem o acesso a um número ilimitado de músicas acaba de ser inaugurado também no Brasil, desta vez por mão da Terra. O serviço chama-se Sonora Clube e é uma ampliação da loja online do portal de música da Terra, o Sonora, que vende músicas em formato protegido WMA a partir de 0,99 reais (35 cêntimos).

Em termos de características e como se pode ler na última edição do suplemento Link do Estadão, o que o novo Sonora Clube traz não é propriamente nada de novo: 600 mil músicas em catálogo disponíveis para download em troca de 19,90 reais por mês (sete euros) se quisermos baixar/descarregar e transferir os temas para um PC, telemóvel ou leitor de música compatível. Quem não se importar em ficar agarrado a um computador, pode pagar apenas 14,90 reais por mês (5,25 euros). Segundo se pode ler no site, o Terra estabeleceu um “acordo com todas as principais gravadoras” (editoras).

Sinceramente, não me parece que os fãs de música brasileiros venham a aderir em massa a este serviço, justamente porque todas as músicas vêm com DRM da Microsoft. Isto significa que a partir do momemto em que deixarem de pagar pela assinatura irão automaticamente perder o acesso à biblioteca de músicas que baixaram. Por outro lado, o catálogo é ainda muito pequeno. No entanto, Lúcio Schneider, director do Sonora, garante que o número deverá aumentar para o dobro dentro em breve. O responsável acrescenta que a oferta deverá também vir a abranger MP3s sem qualquer tipo de protecção.

Enquanto isto, os utilizadores brasileiros continuam a não poder adquirir MP3s sem protecção das majors a partir de lojas de música online. Para além do Sonora, existem ainda outros serviços que comercializam música com DRM das grandes gravadoras à unidade: iMúsica, MegaStore do UOL, BaixaHits, TIM Music Store e Musig do IG. Este último lançou recentemente uma secção de MP3s mas só inclui artistas nacionais. Tendo em conta a oferta nula de MP3 legal no Brasil, não é nada de admirar que o sector digital (incluindo downloads e ringtones) tenha representado apenas oito por cento das vendas totais de música no ano passado, de acordo com a IFPI.

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