Wal-Mart muda de ideias e mantém servidores de DRM em funcionamento

by Miguel Caetano on Outubro 10, 2008

Tal como no caso da MSN Music da Microsoft e do Yahoo, a Wal-Mart acaba de descobrir – para mal dos seus pecados – o poder de uma massa de consumidores furibundos que de repente
ficam na iminência de perder o acesso aos ficheiros de música que adquiriram legitimamente.

Depois de ter anunciado há algumas semanas atrás que se preparava para encerrar os seus servidores de DRM necessários para emitir licenças de autorização dos downloads adquiridos na sua loja de música online, a Wal-Mart decidiu agora mudar de ideias. A gigante norte-americana das grandes superfícies comerciais enviou um email aos seus clientes informando-os que eles poderão continuar a reproduzir as suas músicas em qualquer computador pessoal que pretenderem, de acordo com o Engadget.

Se a Wal-Mart tivesse optado por desligar os seus servidores de DRM, os consumidores deixariam de poder escutar noutros PCs ou leitores portáteis de música digital os ficheiros que compraram. O mesmo problema aconteceria caso precisassem de reinstalar o sistema operativo.

Não deixa de ser hilariante que a empresa recomenda mais uma vez aos seus clientes que copiem as músicas para CD de modo a contornarem as restrições tecnológicas impostas pelo formato Windows Media Audio da Microsoft. Aliás, a própria Wal-Mart sabe muito bem que tecnologias anti-cópia como a DRM só servem para desincentivar a compra de música online ou senão não teria aberto a sua própria loja de venda de MP3 sem DRM em Agosto de 2007 e descontinuado a comercialização de ficheiros com DRM em Fevereiro de 2008.

O problema é que a companhia não queria pagar a factura resultante das más decisões de negócio tomadas sob pressão das grandes editoras. Mais uma vez, uma grande empresa não contou com o poder de mobilização dos seus clientes. Fez mal. Afinal de contas, o cliente tem ou não tem sempre razão?

Nota: a imagem que acompanha este artigo está disponível aqui segundo uma licença CC-BY-NC-ND 2.0 e pertence a Adam “Slice” Kuban

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