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Divisão de discos da EMI esquartelada em três Publicado 7 Nov 08

Mais sinais que indiciam que a EMI se pretende desfazer o quanto antes da sua divisão de gravações de discos. O Financial Times deu ontem à noite conta de que aquela que era até há pouco tempo a quarta maior editora discográfica do mundo deverá ser dividida em três unidades globais de negócios: música nova, catálogo e serviços de musica. Recursos adicionais da companhia também deverão ser alocados a funções de marketing.

A reestruturação deverá ser hoje apresentada aos funcionários da EMI Music por Elio Leoni-Sceti, o “homem das limpezas” que Guy Hands, o patrão da companhia de fundos de investimento Terra Firma - a actual empresa-mãe da editora -, contratou em Julho passado para desempenhar o cargo de director executivo. O anúncio fará parte da divulgação dos resultados financeiros registados durante o primeiro semestre fiscal terminado a 30 de Setembro. 

Ao longo desse período, a EMI Music teve uma margem bruta (EBITA) no valor de 59 milhões de libras (cerca de 73 milhões de euros) em comparação com um prejuízo no montante de 14 milhões de libras (pouco mais do que 17 milhões de euros) no ano passado. Quanto às receitas, elas ascenderam aos 482 milhões de libras (cerca de 600 milhões de euros), tendo as receitas digitais crescido 37 por cento para os 102 milhões de libras (pouco menos do que 126 milhões de euros). Diga-se de passagem que as receitas digitais cresceram apenas 29 por cento durante o último ano fiscal.

De forma a calar os profetas da catástrofe, Leoni-Sceti garantiu categoricamente que “a EMI não está falida, muito longe disso. A EMI nunca teve numa situação financeira tão sólida como agora.” É mesmo? E então os quase mil milhões de euros de perdas registados no ano fiscal que encerrou a 31 de Março deste ano? Parece-me a mim que alguém anda a querer varrer para baixo do tapete o mau desempenho recente de uma editora discográfica - que, saliente-se, é uma consequência directa da série de “extravagâncias” milionárias da sua anterior administração.

Comentando ainda os recentes rumores de que a EMI deverá lançar um portal de música online em EMI.com ainda antes do Natal, o director executivo da gravadora afirmou que este portal terá um âmbito comercial limitado mas que irá fornecer “um valor educacional para o consumidor”. Cá ficamos então à espera. 

Nota: a imagem que acompanha este artigo está disponível aqui segundo uma licença CC-BY-NC-SA 2.0 e pertence a waldar.

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