Se já é possível adquirir músicas desprotegidas de artistas com contrato com as quatro grandes editoras discográficas do mundo na 7Digital para os europeus ou na Amazon no caso dos norte-americanos, então porque é que a Apple continua apenas a disponibilizar downloads sem DRM da EMI no seu serviço iTunes Plus?
A razão é muito simples: por causa da teimosia das outras três grandes (Universal Music, Warner Music e Sony Music Entertainment) que querem obrigar a Apple a permitir que os artistas vendam apenas álbuns completos e não singles individuais No entanto, a crer numa entrada enigmática do blog 9to5mac, parece que a Sony deverá dentro de algumas semanas ou meses começar a distribuir as suas músicas sem DRM para a loja de música online do iTunes. O site MacRumors dá também conta de que, a ser verdade, o anúncio oficial poderá ocorrer durante a próxima MacWorld que irá decorrer em Janeiro na cidade de São Francisco.
OK, o rumor não é nada fidedigno até porque se trata de um mero “palpite” e o blogger nem sequer se dignou a indicar quaisquer pistas sobre a fonte. Mas existem fortes razões para suspeitar que exista um fundo de verdade neste boato e que a Sony se prepara para disponibilizar o seu catálogo sem protecção anti-cópia em formato AAC com bitrate de 256 Kbps, a 99 cêntimos por cada single ou 9,99 euros por um álbum
Nos últimos meses, as três majors anti-iTunes têm assinado contratos de licenciamento com uma série de retalhistas de música online tanto nos Estados Unidos (Wal-Mart, Rhapsody e Napster) como na Europa (HMV, Play, etc.) – toda a gente excepto o iTunes. Este comportamento pode vir a colocá-las na mira das entidades reguladoras da concorrência na medida em que estão a retirar à Apple a possibilidade de usufruir dos mesmos direitos de distribuição que as suas concorrentes.
O caso é ainda mais grave se tivermos em conta que a marca de maçã poderá dentro em breve vir a ser alvo de um processo pelas autoridades norueguesas devido a incompatibilidade dos ficheiros que comercializa com outros dispositivos para além do iPhone e do iPod. Se isso acontecer a Apple poderá muito bem dizer que a culpa é da Sony, Universal e Warner e estas pderão ver-sofrer efeitos colaterais.
Nota: a imagem que acompanha este artigo está disponível aqui segundo uma licença CC-BY-NC 2.0 e pertence a Edward Faulkner.
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