EMI à procura de potenciais interessados no seu negócio de distribuição nos EUA Publicado 3 Nov 08

Mais um prego no caixão para o desaparecimento de uma venerável senhora da indústria discográfica: a EMI parece estar em negociações com as suas três rivais do sector do disco (Universal Music, Warner Music e Sony BMG) no sentido de lhes atribuir a distribuição dos seus artistas nos Estados Unidos.
O rumor foi divulgado pela CNET que cita duas fontes confidenciais que estão por dentro das conversações e vem no seguimento da decisão tomada em Setembro passado pela editora de externalizar boa parte das suas actividades de distribuição física e marketing no Sudeste Asiático (Hong Kong, Indonésia, Malásia, Singapura, Coreia do Sul e Tailândia) para a Warner Music Group. Antes disso, a EMI já tinha já vendido à chinesa Typhoon as participações que detinha nas joint-ventures conjuntas com esta empresa na região.
Ao que tudo indica, parece que o que está aqui em causa é apenas a distribuição física, não abrangendo ainda a distribuição digital de downloads e ringtones de música. Por outro lado, embora a distribuição possa englobar não apenas o processo de produção de CDs e o seu respectivo transporte até aos pontos de venda finais mas também as políticas de posicionamento de produtos junto dos estabelecimentos comerciais, parece que estas funções não estão em risco.
Mais ainda, todas as quatro majors já deixaram de fabricar elas próprias os seus CDs. Mas quando já não é a própria editora que se encarrega de fazer chegar os discos aos retalhistas é porque algo está muito mau no sistema de funcionamento dessa companhia. E é precisamente o que acontece neste caso, ou não tivesse a EMI perdido quase mil milhões de euros durante o último ano fiscal terminado a 31 de Março.
Nota: A imagem que acompanha este artigo está disponível aqui segundo uma licença CC-BY 2.0 e foi tirada por andrew stawarz
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