Subscrição do Zune: Microsoft agora também deixa ficar com 10 MP3s por mês

by Miguel Caetano on Novembro 20, 2008

Milagre! A Microsoft descobriu finalmente que às vezes – só às vezes… – os adeptos de subscrições também gostam de ficar com algumas das músicas que alugam. A gigante de software comercializa desde há uns tempos nos Estados Unidos um serviço de assinatura de música destinado aos proprietários do leitor de música digital Zune.

Este serviço chama-se Zune Pass e custa 14,99 dólares por mês, dando em troca o acesso ilimitado a um catálogo de mais de quatro milhões de faixas. Mas na verdade, até agora tratava-se de um mero aluguer, uma vez que se o utilizador deixasse de pagar a mensalidade ele deixaria de poder continuar a ouvir todos os termas e descarregar outros. Para além disso, uma vez que esses ficheiros estão protegidos por DRM eles apenas podem ser escutados num Zune.

O que esta semana mudou foi que a Microsoft teve o bom senso de dar um pequeno brinde aos utilizadores no final de cada mês: a possibilidade de seleccionarem 10 faixas à escolha que pretendem guardar definitivamente, fazendo o respectivo download no formato MP3. Para tal, a empresa assinou acordos de licenciamento com todas as quatro majors (Universal Music Group, Warner Music, Sony Music Entertainment e EMI) bem como com editoras e distribuidoras independentes (The Orchard, IODA e InGrooves). Actualmente, 70 por cento do catálogo da assinatura já se encontra no formato MP3 mas o objectivo da empresa é chegar aos 90 por cento dentro de poucos meses.

Pelas contas da Microsoft, que atribui um valor de 10 dólares à oferta – face aos preços correntes de 99 cêntimos por faixa -, a assinatura fica assim apenas a custar 4,99 dólares. Parece pouco. Com efeito, visto deste prisma a subscrição do Zune fica mais em conta do que as das concorrentes Rhapsody e Napster, bem como da eMusic – mais especializada em música independente.

Segundo a Billboard, o esquema do acordo com as editoras funciona da seguinte maneira: a Microsoft cede uma determinada percentagem do valor da subscrição Zune Pass a todas as editoras de acordo com a sua quota de mercado e em seguida distribui um pagamento a cada uma das etiquetas tendo em conta os MP3s que foram descarregados. Sempre a sacar dinheiro, estas editoras. Quanto dele é que vai parar para o bolso dos artistas? E quando?

Enquanto isto, esta semana a Microsoft aproveitou também para baixar o preço dos seus Zunes – que são agora uma média de 10 dólares mais baratos do que os iPods. A ver se é desta que a gigante de Redmond consegue aumentar a sua quota de mercado (três por cento no período entre Janeiro e Setembro deste ano contra 71 por cento da linha de leitores de MP3 da Apple de acordo com a empresa de estudos de mercado NPD Group). Ou talvez não… Não é com pequenos brindes deste tipo que as subscrições vão começar a atrair um maior número de consumidores.

Nota: a imagem que acompanha este artigo está disponível aqui segundo uma licença CC-BY-NC-SA 2.0 e pertence a Kadath.

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