
A DRM está out! O MP3 está in! Quem diria, hein? Demorou oito anos para a indústria discográfica britânica representada pela British Phonographic Industry chegar finalmente a esta conclusão e deixar de impingir ficheiros protegidos em formatos como WMA e AAC aos consumidores.
Com efeito, a BPI, a associação que representa os interesses das grandes editoras no Reino Unido, acaba de apoiar uma nova iniciativa que visa “dar a conhecer” ao mundo as vantagens do formato MP3 e assegurar aos consumidores que os downloads de música que estão a comprar são legais e podem se reproduzidos em todos os sistemas operativos, computadores, telemóveis ou leitores portáteis de… MP3.
A campanha “MP3 100% compatível” centra-se no logótipo que podem ver em cima e conta com a participação da 7digital, Digitalstores, Tescodigital, Tunetribe, Play.com, HMV e Woolworths, tendo partido da Associação de Retalhistas de Entretenimento (ERA), a mesma associação que em Novembro do ano passado – ainda antes do abandono generalizado das DRMs por parte das grandes editoras – culpou as medidas de protecção tecnológica pelas fracas vendas das lojas de música online britânicas.
Quase um ano depois, parece que as vendas de música digital no Reino Unido vão de vento em popa: segundo dados da Official UK Charts Company – responsável pelas tabelas de discos mais vendidos -, os downloads individuais de singles registaram uma subida de 41 por cento quando comparando Outubro de 2008 com Outubro de 2007. Nos álbuns digitais, o crescimento das vendas foi mesmo de 69 por cento.
Para além dos serviços de música online e da BPI, o novo logo conta também com o apoio da Thomson, a companhia que licenciou o formato MP3 em nome do Instituto Fraunhofer da Alemanha, responsável pelo desenvolvimento deste algoritmo de compressão de áudio. Com esta campanha, só falta mesmo é que as lojas permitam descarregar músicas a partir de todos os sistemas operativos, o que é algo que muitas ainda não permitem. Bom, bom era que mais serviços de música online começassem também a disponibilizar versões das músicas no formato aberto OggVorbis ou no formato lossless – sem perda de qualidade de áudio – FLAC.
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