
Já passaram quase 18 meses desde o anúncio da criação da We7, uma plataforma de streaming de música sediada no Reino Unido que foi fundada por Peter Gabriel que também é um dos principais investidores mas só ontem é que ocorreu o lançamento oficial.
Da última vez que referi a We7, a companhia tinha deixado um pouco de lado a ideia de oferecer downloads de MP3s para apostar no streaming de música. Aparentemente, as grandes editoras ainda não se aperceberam da importância da música grátis.
“Os serviços pagos não irão fazer grandes avanços contra a pirataria. O acesso grátis em que as pessoas podem consumir o que quiserem quantas vezes quiserem é onde as pessoas podem encontrar uma alternativa. Pensamos que é mais fácil ouvir um álbum no We7 actualmente do que descarregá-lo via BitTorrent,” afirmou o director executivo Steve Purdham à Music Ally.
De qualquer modo, subitamente os tempos ficaram bastante difíceis para qualquer serviço online que pretende sobreviver recorrendo exclusivamente à publicidade. Mesmo assim e apesar da concorrência feroz no campo da música grátis (Imeem, MySpace Music, Deezer, Jiwa, etc.), Purdham acredita piamente que os utilizadores estão dispostos a ouvir um anúncio antes da música começar a tocar.
Mas infelizmente e apesar da We7 se orgulhar de ostentar um catálogo de três milhões de faixas pertencentes ao catálogo das quatro majors, bem como de distribuidoras digitais como The Orchard, INgrooves e IRIS, esse número fica bem longe do que é possível encontrar em qualquer site público de torrents com a vantagem de podermos transferir todas as músicas que quisermos para todos os dispositivos.
Na verdade e pelo que averiguei, acho que o catálogo da We7 é muito fraco em relação aos seus concorrentes que oferecem o streaming de música e pura e simplesmente não justifica ter que aturar com publicidade em suporte áudio. Ou eu me engano muito ou a We7 vai demorar menos tempo a fechar do que demorou a abrir.
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