Apesar das inúmeras perseguições de que é alvo por parte da indústria cinematográfica e discográfica, o protocolo de BitTorrent é cada vez mais usado por internautas comuns para descarregarem filmes, músicas e séries de televisão à borla. Infelizmente, isso não é necessariamente sinónimo de boas notícias para a BitTorrent.com, a empresa criada a partir da tecnologia de partilha de ficheiros.
Lembram-se da companhia ter anunciado em Setembro passado que tinha conseguido obter 17 milhões de dólares (12,20 milhões de euros) numa terceira ronda de financiamentos? Há dias, o TechCrunch divulgou que a empresa foi obrigada a devolver parte da dívida à DCM, Accel Partners e DAG Ventures.
Segundo a carta confidencial divulgada por Michael Arrington, este contrato foi agora renegociado para os sete milhões de dólares (cinco milhões de euros). Com isto, a valorização da companhia foi assim reduzida para os 28 milhões de dólares (20 milhões de euros).
O que é estranho nisto tudo é que na altura em que ocorreu esta ronda de investimentos já haviam sinais mais do que evidentes que o serviço de vídeo online da BitTorrent.com era um fracasso retumbante. Mais ainda, um mês antes a companhia tinha tomado a decisão de despedir 20 por cento do seu quadro de pessoal. Parece que foi preciso esperar pela saída do co-fundador Ashwin Navin e pelo encerramento da loja de vídeo online para que os capitalistas de risco tomassem juízo.
De qualquer das formas, mesmo que o fim da BitTorrent.com esteja bastante próximo isso não quer dizer nem por sombras que o protocolo com o mesmo nome venha a ser afectado de alguma forma, na medida em que se trata de uma tecnologia de código-fonte aberto, podendo por isso ser utilizado por qualquer empresa de software de P2P ou fornecedor de conteúdos.
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