
Há muitos anos que já existem várias comunidades online de colaboração à distância entre músicos, DJs, produtores e cantores para a criação de remisturas. ccMixter, Kompoz e Indaba são apenas alguns dos exemplos de sites desse tipo. No entanto, em pouco menos de seis meses o MixMatchMusic conseguiu tornar-se um peso pesado neste mercado.
Lançado em Setembro deste ano, em Novembro o ste já andava há procura de investidores dispostos a financiarem o projecto em cerca de dois a três milhões de dólares. O que diferencia o MixMatch Music de outras comunidades do tipo é que ele se destina principalmente a DJs, produtores e músicos interessados em comercializar não só as músicas resultantes do processo colaborativo ao público em geral mas também pistas instrumentais a outros músicos interessados e licenciar as músicas para televisão, cinema e videojogos.
Cada download custa um dólar, ficando os autores com 85 cêntimos das receitas geradas pelas vendas. No entanto, o site também dá a oportunidade aos criadores de disponibilizarem gratuitamente as suas contribuições segundo licenças Creative Commons, embora este não seja o grande ênfase do site. Por seu lado, os fãs também podem efectuar doações.
Apesar do MixMatchMusic não permitir a gravação directa de música através do site, ele oferece uma série de ferramentas online como o sequenciador áudio MixMaker. Até ao momento, ele já integra mais de 2500 pistas musicais para guitarra, baixo, teclas e bateria.
Esta semana, os responsáveis pelo site anunciaram a aquisição do Mix2r (via Hypebot), outro site de remisturas online especializado em música electrónica. O que é curioso é que o Mix2r é muito mais antigo do que o seu comprador, tendo sido fundado em 2005. Desta forma, o MixMatchMusic passará a contar com um total de 6200 faixas e pistas de áudio. Será que esta aquisição marca uma nova era de consolidação no mercado da colaboração online à distância para a concepção de remisturas?
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