Enquanto o Facebook não conseguiu sequer concretizar o sonho de lançar o seu próprio serviço de música online, o MySpace Music consegue marcar pontos em “território hostil”. Uma das principais nódoas do lançamento da plataforma de streaming de áudio da rede social da News Corp. em Setembro passado foi o facto de contar com um número extremamente reduzido de artistas e editoras independentes . em boa parte devido ao polémico sistema de repartição das receitas que privilegia as majors em detrimento de todos os outros.
Na altura, o site apenas tinha assegurado um acordo de licenciamento com a distribuidora digital The Orchard. No mês seguinte, foi então a vez do agregador IODA. Na quinta-feira passada, o MySpace Music anunciou a assinatura de acordos com as distribuidoras independentes Nettwerk Music Group, INgrooves, IRIS Distribution, RoyaltyShare e Wind-up Records.
Desta forma, só ficam a faltar no MySpace Music o catálogo da associação de etiquetas discográficas independentes Merlin, bem como as suas associadas Koch e Beggars Group – que, não por acaso, foram as principais críticas do modelo de negócios da joint-venture em que as quatro maiores editoras discográficas são participadas.
Quanto aos planos do Facebook, sabia-se desde há alguns tempos que a rede social que mais tem crescido em todo o mundo estava a pensar lançar um serviço de streaming de música. O que era do desconhecimento público era que o objectivo inicial do site passava por criar a sua própria plataforma e não recorrer à infra-estrutura de terceiros. De acordo com Michael Arrington do TechCrunch quem tramou os planos do Facebook foi a Warner Music.
A empresa já estava há mais de um ano a trabalhar nesse projecto e tinha até conseguido um acordo de licenciamento com três das quatro grandes editoras (Universal Music, Sony BMG e EMI) por intermédio da joint-venture TotalMusic – que entretanto converteu-se numa plataforma de widgets. Contudo, a Warner Music não deu o aval à iniciativa. Tudo porque a editora já tinha uma participação de 20 milhões de dólares na Lala.com, um site de streaming de música apenas acessível aos norte-americanos e que cobra 10 cêntimos pela audição ilimitada das faixas.
Não admira por isso que a Warner Music tenha tentado impingir ao Facebook o modelo da Lala. Mas segundo o VentureBeat, parece que Mark Zuckenberg está também a ponderar negociar com a Qloud.
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