Apesar de apenas seis por cento dos norte-americanos conhecerem o Last.fm, isso não impede que a rede social de descoberta de música da CBS continue a vangloriar-se do crescimento da sua implantação nos Estados Unidos. Esta semana, a empresa congratulou-se com os números divulgados pela Nielsen que indicam um claro crescimento sustentado do site numa série de indicadores entre o final de Dezembro de 2007 e o final de Dezembro de 2008.
Assim, durante o ano passado o site registou um aumento no número de 214 por cento no número de visitantes e uma subida de 147 por cento no número de visitas do site. O total de minutos gastos no site também cresceu 141 por cento.
“Estes resultados confirmam que somos um dos serviços de música online com um crescimento mais rápido nos Estados Unidos,” afirmou o co-fundador do site Martin Stiksel citado pela Wired. Os dados da Nielsen relativos a 2008 vêm assim confirmar as taxas de crescimento indicadas pelo site em Agosto do ano passado.
Mas tal como daquela vez, este conjunto de estatísticas não faz grande sentido se não tivermos acesso aos números totais a que estas percentagen se referem. Como utilizador e fã acérrimo do Last.fm, considero que estas taxas de crescimento são bastante positivas relativamente ao sucesso do serviço num mercado tão competitivo como os EUA. Mas isto não quer dizer nada se estamos a falar de um ponto de partida bastante diminuto em comparação com concorrentes de peso como o MySpace Music e o Imeem que oferecem o streaming completo das músicas, ao passo que o Last.fm se encontra limitado a excertos de 30 segundos nos EUA.
(foto de schoschie segundo licença CC-BY-SA 2.0)
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Miguel, não sei garantir, mas tenho ideia que algures o ano passado a maior parte das músicas no Last.fm passaram a estar disponível na íntegra para stream nos Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha – por cá é que só temos acesso aos previews de 30 segundos na generalidade dos casos.
Sim, realmente isso foi o que foi divulgado no anúncio oficial de lançamento do serviço, mas o Eliot Van Buskirk, o jornalista da Wired, refere que muitas músicas ainda continuam limitadas a apenas 30 segundos nos EUA. Embora pense que o número de faixas completas seja aí superior ao de Portugal também deve ser inferior ao do Reino unido.