Bem-vindos a 2004! De novo… Os britânicos que quiserem ouvir música digital a partir do seu telemóvel podem desde a semana passada pagar 1,50 para descarregar uma música, três libras por um ringtone e duas libras por um vídeo a partir da MSN Mobile Music, a nova plataforma de música móvel lançada na semana passada no Reino Unido pela Microsoft em colaboração com a empresa londrina VidZone Digital Media.
Como se não bastasse o facto dos preços praticados serem bastante mais caros do que os do iTunes ou da loja de MP3 da Amazon que cobram um mínimo de 79 e 59 pences respectivamente pelos downloads, as músicas do “novo” serviço da Microsoft vêm protegidas com esse tipo de tecnologias obsoletas chamado DRM, não podendo sequer ser transferidas para um vulgar PC. Segundo a MusicAlly, de momento a loja integra mais de um milhão de faixas, 25 mil toques para telemóveis e dez mil vídeos pertencentes a três das quatro grandes editoras discográficas (EMI, Sony Music e Warner Music).
Mas o que raio passou pela cabeça dos responsáveis da Microsoft UK abrir uma loja de música móvel a preços tão caros e com restrições tecnológicas numa altura em que todas as quatro grandes editoras discográficas licenciaram a venda de ficheiros de músicas pertencentes ao seu catálogo livres de DRM?
Isso foi o que a redacção do site PC Pro decidiu fazer mas as respostas de Hugh Griffiths, director da divisão móvel da Microsoft UK, não foram lá muito conclusivas.
Para ser sincero, de momento não possuímos uma funcionalidade in-house para fornecer um mecanismo para a transferência entre telemóveis e PCs.
Se eu comprar músicas no vosso serviço, uma vez que elas estão acorrentadas ao meu telemóvel o que irá acontecer quando eu trocá-lo por outro melhor daqui a seis meses?
Bem, creio que já saberá qual é a resposta.
Mais uma vez a Microsoft demonstra que não aprendeu nada. Mesmo as reacções negativas ao anúncio de que a companhia se preparava para encerrar os serviços de autorização das DRMs do seu serviço MSN Music nos EUA parecem não ter servido para nada, muito embora o prazo-limite tenha sido no final adiado para 2011. Com este tipo de postura totalmente contra os consumidores, não admira que a companhia tenha anunciado recentemente o despedimento de mais de cinco mil funcionários. Com efeito, o número de idiotas que preferem as soluções opacas da Microsoft não pára de diminuir um pouco por todo o mundo.
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e a Microsoft sempre a somar! http://tinyurl.com/cl46lo